As montadoras chinesas conquistaram uma participação recorde de 12,8% do mercado europeu de veículos elétricos (EVs) em novembro, ampliando os ganhos obtidos ao longo deste ano, apesar dos custos decorrentes das tarifas impostas pela União Europeia.
Nas categorias de veículos híbridos, que crescem rapidamente, as marcas chinesas retomaram sua trajetória de alta, superando 13% de participação no conjunto da União Europeia, dos países da EFTA e do Reino Unido, segundo dados da consultoria Dataforce.
Marcas lideradas pela BYD e pela SAIC Motor, além de novos entrantes como Chery Automobile e Zhejiang Leapmotor Technology, intensificaram seus esforços para penetrar no mercado europeu em 2025. O excesso de capacidade produtiva na China impulsionou as exportações, à medida que os fabricantes buscam uma válvula de escape para as intensas guerras de preços no mercado doméstico.
As montadoras chinesas, em sua maioria, absorveram as tarifas adicionais impostas pela União Europeia sobre veículos elétricos fabricados na China no final de 2024, ao mesmo tempo em que avançaram sobre segmentos não afetados pelas novas tarifas, como os modelos híbridos, e sobre mercados fora da UE, como o Reino Unido.
Até outubro, as vendas de veículos elétricos da Leapmotor na Europa haviam crescido mais de 4.000%, de acordo com dados separados da Jato Dynamics — crescimento impulsionado por uma joint venture com a Stellantis, controladora das marcas Peugeot, Fiat e Opel. A marca Omoda, da Chery, registrou um aumento de 1.100% nas vendas de EVs no mesmo período.
À medida que as montadoras chinesas ampliam a venda de modelos eletrificados na Europa, os fabricantes locais tentam acompanhar esse avanço, ao mesmo tempo em que pressionam por uma flexibilização das regras que preveem a eliminação gradual dos veículos movidos a combustíveis fósseis.
Autoridades da União Europeia propuseram abandonar o plano de proibição da venda de novos veículos com motor a combustão a partir de 2035, na mais recente tentativa de proteger uma das indústrias mais importantes do continente de uma transição energética considerada caótica.





