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Defesa de Vorcaro pede inquérito no STF por vazamento de mensagens com Moraes

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, preso pela segunda vez nesta semana na investigação das irregularidades envolvendo o Banco Master, pediu a abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar o vazamento de supostas mensagens atribuídas a ele e ao ministro Alexandre de Moraes.

Desde que foi detido, na última quarta (4) pela terceira fase da operação Compliance Zero, da Polícia Federal, mensagens recuperadas pela Polícia Federal de seus telefones celulares vêm sendo divulgadas em diversas apurações de imprensa, citando conversas e encontros com políticos, ministros do STF e autoridades da República.

“Diversas mensagens supostamente extraídas desses aparelhos passaram a ser divulgadas por veículos de imprensa nos últimos dias, mesmo sem que a própria defesa tenha tido acesso ao conteúdo do material. Conversas íntimas, pessoais e que expõem terceiros não envolvidos com os fatos, além de supostos diálogos com autoridades e até o ministro do STF, Alexandre de Moraes, talvez editadas e tiradas de contexto, têm sido divulgadas para os mais diversos órgãos de comunicação”, diz a defesa do banqueiro em uma nota divulgada nesta sexta (6) (veja na íntegra mais abaixo).

VEJA TAMBÉM:

  • Vorcaro prestava contas a Moraes para tentar salvar o Master no dia em que foi preso

As mensagens mais delicadas apontam diálogos com Moraes inclusive no dia em que foi preso pela primeira vez, em novembro do ano passado, em que fazia uma espécie de prestação de contas sobre a tentativa de salvar o Banco Master. Vorcaro relata ao ministro que viajaria para o exterior para concretizar o negócio.

Também foram encontrados registros de conversas com o senador Ciro Nogueira (PP-PI) sobre uma alteração que pretendia aumentar o limite de ressarcimento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) que beneficiaria diretamente o Master; reuniões com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) e o senador Davi Alcolumbre (União-AP); entre outras autoridades.

“Diante da gravidade da situação, a defesa requereu que seja instaurado inquérito para identificar a origem dos vazamentos e que a autoridade policial apresente a relação de todas as pessoas que tiveram acesso ao conteúdo dos aparelhos apreendidos. A defesa ressalta que o objetivo do pedido não é investigar jornalistas ou terceiros que eventualmente tenham recebido informações, mas apurar quem, tendo o dever legal de custodiar o material sigiloso, pode ter violado esse dever”, segue a defesa de Vorcaro.

A defesa de Vorcaro também levanta dúvidas sobre as circunstâncias do vazamento das mensagens, afirmando que o espelhamento dos dados dos aparelhos apreendidos “foi entregue à defesa apenas no dia 3 de março de 2026 e o HD foi imediatamente lacrado na presença da autoridade policial, dos advogados e de tabelião, para preservar o sigilo das informações”.

“Espera-se que as autoridades que violaram seu dever funcional de resguardar o sigilo sejam identificadas e responsabilizadas por atos que expõe pessoas sem relação com a investigação, bem como atrapalham os trabalhos de esclarecimento dos fatos”, completou.

Além de Vorcaro, também foram presos na última quarta (4) seu cunhado, o empresário e pastor Fabiano Zettel, o policial federal aposentado Marilson Roseno e um homem identificado como Luiz Philipi Morão, conhecido como “Sicário”, que é apontado como operador de uma espécie de “milícia privada” do banqueiro ameaçar e coagir testemunhas, ex-funcionários e jornalistas desafetos.

Veja abaixo o posicionamento completo da defesa de Daniel Vorcaro sobre o vazamento de mensagens atribuídas a ele:

A defesa de Daniel Vorcaro informa que solicitou ao Supremo Tribunal Federal a instauração de investigação para apurar a origem dos sucessivos vazamentos de informações sigilosas provenientes dos telefones celulares apreendidos no curso da investigação.

O espelhamento dos dados dos aparelhos apreendidos foi entregue à defesa apenas no dia 3 de março de 2026 e o HD foi imediatamente lacrado na presença da autoridade policial, dos advogados e de tabelião, para preservar o sigilo das informações.

Apesar disso, diversas mensagens supostamente extraídas desses aparelhos passaram a ser divulgadas por veículos de imprensa nos últimos dias, mesmo sem que a própria defesa tenha tido acesso ao conteúdo do material. Conversas íntimas, pessoais e que expõem terceiros não envolvidos com os fatos, além de supostos diálogos com autoridades e até o ministro do STF, Alexandre de Moraes, talvez editadas e tiradas de contexto, têm sido divulgadas para os mais diversos órgãos de comunicação.

Diante da gravidade da situação, a defesa requereu que seja instaurado inquérito para identificar a origem dos vazamentos e que a autoridade policial apresente a relação de todas as pessoas que tiveram acesso ao conteúdo dos aparelhos apreendidos.

A defesa ressalta que o objetivo do pedido não é investigar jornalistas ou terceiros que eventualmente tenham recebido informações, mas apurar quem, tendo o dever legal de custodiar o material sigiloso, pode ter violado esse dever.

Espera-se que as autoridades que violaram seu dever funcional de resguardar o sigilo sejam identificadas e responsabilizadas por atos que expõe pessoas sem relação com a investigação, bem como atrapalham os trabalhos de esclarecimento dos fatos.

Fonte: Gazeta do Povo

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