Após a biblioteca municipal Mário de Andrade, a principal de São Paulo, ter virado alvo de criminosos, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) diz que quase dobrou os gastos com manutenção e operação dos equipamentos de leitura.
A gestão diz que, de acordo com a execução orçamentária, foram empenhados R$ 41,7 milhõesem 2025 para a aquisição de livros, reformas, compras de insumos, pagamento de funcionários, entre outros. Toda a verba é repartida entre 54 bibliotecas, 13 bosques e 14 pontos de leituras.
Em nota, a prefeitura diz que foram empenhados R$ 23 milhões em 2024 e R$ 20,6 milhões em 2023.
A proposta orçamentária para 2026, aprovada pela Câmara Municipal e que ainda vai à sanção do Executivo, reserva R$ 50,7 milhões para a mesma rubrica, de manutenção e operação de bibliotecas públicas.
O investimento, no entanto, ainda está abaixo das necessidades relatadas à coluna por um servidor da Secretaria de Cultura.
No último dia 7, dois homens invadiram a biblioteca Mário de Andrade, a segunda maior do país, e fugiram com gravuras de Candido Portinari e de Henri Matisse.
Diante do fato, o Sindsep (sindicato dos trabalhadores da administração municipal e autarquias) fez uma série de reivindicações à Secretaria de Cultura e à prefeitura. Entre as medidas, os servidores cobram o reforço na segurança e no policiamento, investimento em infraestrutura de vigilância, instalação de iluminação e de botão de emergência.
A categoria também pede participação dos funcionários junto à prefeitura na elaboração de um plano de segurança que considere as peculiaridades de cada equipamento público, a implementação da Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio) e treinamentos de segurança para todo o efetivo, além de pagamento de adicionais para os colaboradores atuarem aos finais de semana e feriados.
“Felizmente, não houve feridos, mas o episódio revela a falta de estrutura de segurança em um dos mais importantes equipamentos culturais do país”, diz o sindicato.
“Não é admissível que trabalhadoras e trabalhadores continuem exercendo suas funções em condições de vulnerabilidade, sem proteção adequada contra a violência urbana que cresce na cidade”.
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