O ano de 2025 terminou com 2,7 milhões de veículos leves e pesados emplacados, segundo dados preliminares baseados no Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores). O resultado representa um crescimento de apenas 2% em relação a 2024.
Há um ano, a Anfavea (associação das montadoras) acreditava uma alta de 5,6% na comercialização, em uma conta que incluía carros de passeio, comerciais leves, ônibus e caminhões. Na época, a Selic (taxa básica de juros do país)estava em 12,25%. A Fenabrave (associação dos distribuidores) projetava alta de 5%.
O resultado previsto já considerava que as taxas subiriam ao longo do ano, o que limitaria o setor. As seguidas altas —até chegar aos 15% atuais— tiveram impacto maior que o esperado nos emplacamentos, com retração na segunda metade de 2025.
O primeiro semestre terminou com alta de 4,8% nas vendas, com sinais fortes de desaceleração no segmento de caminhões. O problema aumentou nos seis meses seguintes, quando os licenciamentos de veículos leves também registraram queda em relação ao mesmo período de 2024. Os dados consolidados serão divulgados pela Fenabrave na próxima semana.
Ao separar os dados de veículos leves e pesados, é possível perceber que os mercados de carros de passeio é de comerciais de pequeno porte cresceram, respectivamente, 2,5% e 3%. Enquanto o primeiro teve 2 milhões de emplacamentos, o segundo fechou 2025 com 555 mil unidades licenciadas, de acordo com os dados baseados no Renavam.
Já o segmento de caminhões encerrou o ano com 113,5 mil unidades comercializadas, o que representa uma queda de 9% em relação a 2024.
A injeção de crédito com taxas mais baixas é a aposta do governo para destravar as vendas de pesados, com cerca de R$ 10 bilhões disponibilizados para financiamentos subsidiados em 2026.
Já o setor de leves segue como um desafio para as montadoras, já que mesmo as reduções tributárias proporcionadas pelo programa Carro Sustentável não foram suficientes para aquecer o mercado de automóveis zero-quilômetro.
Enquanto isso, as vendas de modelos usados seguem batendo recordes. As taxas seguem elevadas, mas o valor mais baixo dos veículos disfarça os juros, eleva os índices de aprovação de crédito e faz a parcela caber no orçamento.
Dados divulgados pela Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores) mostraram que 16,7 milhões de veículos trocaram de dono entre janeiro e novembro. Foram cerca de 900 mil unidades a mais que o registrado em todo o ano de 2024. Dessa forma, e por antecipação, 2025 foi o ano com o maior número de negociações neste mercado na história.
Para as montadoras, há preocupação com os resultados dos próximos seis meses, que tendem a ser inferiores aos atingidos no primeiro semestre de 2025. É algo grave em meio à chegada de novos modelos produzidos localmente ou importados
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