Dirigentes de oito centrais sindicais divulgaram nota conjunta em que condenam o golpismo e a ingerência contra a Venezuela e defendem a soberania do país, após os ataques dos EUA.
“Condenamos de forma contundente e inequívoca o ataque dos EUA à Venezuela. O imperialismo age para retomar o controle sobre a América Latina, apropriar-se do petróleo venezuelano e enfraquecer os Brics”, diz a nota, assinada por representantes de CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB, Nova, Intersindical e Pública.
Segundo eles, a alegação de que Maduro é um ditador e que é preciso levar democracia ao país é apenas um pretexto.
“Nunca se tratou de democracia. A alegação de combate ao narcotráfico também não passa de uma cínica hipocrisia. O golpismo está no ar —e mais vivo do que nunca”, afirmam.
Eles lembram que tentativas de mudança de regime começaram no período de Hugo Chávez, antecessor e padrinho de Maduro.
“O cerco à Venezuela vem sendo construído há décadas, desde que Hugo Chávez lutou para implementar no país um projeto de desenvolvimento independente e soberano, algo que os Estados Unidos jamais aceitaram”, declaram os sindicalistas.
Eles chamam ainda de “extremista” o governo extremista de Donald Trump e dizem que a intervenção na Venezuela representa uma ameaça também ao Brasil, à América Latina e ao mundo.
“Como a história mostra, o controle político, social e econômico exercido pelos Estados Unidos sobre o continente tende a aprofundar a desigualdade, impor arrocho econômico, desmontar políticas sociais e conduzir a períodos de grave retrocesso”, afirmam.
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