O craque argentino Lionel Messi, 38, campeão do mundo em 2022, oito vezes vencedor da Bola de Ouro e oito vezes eleito melhor do mundo pela Fifa (Federação Internacional de Futebol), recebe anualmente entre US$ 70 milhões e US$ 80 milhões —entre R$ 367 milhões e R$ 420 milhões, na cotação atual— do Inter Miami, revelou o empresário Jorge Mas, proprietário do time, em entrevista à agência Bloomberg.
O valor se refere tanto ao salário do astro quanto a direitos de participação societária no clube, que também conta entre seus sócios com o ex-jogador inglês David Beckham —especula-se que Messi, após a aposentadoria, se junte oficialmente ao quadro societário do Inter Miami.
Apesar de impressionante, a cifra ainda fica bem atrás daquela paga a Cristiano Ronaldo, 41, pelo Al-Nassr. Acordo firmado entre o português e o clube saudita em junho do ano passado, segundo o jornal britânico The Sun, chega a € 209 milhões anuais, o equivalente a R$ 1,27 bilhão, além de bônus por metas atingidas e uma fatia das ações do clube.
“A razão pela qual preciso ter patrocinadores, e que eles sejam de classe mundial, é porque jogadores são caros”, disse Mas à Bloomberg. “Eu pago o Messi —e vale cada centavo— mas são de US$ 70 milhões a US$ 80 milhões por ano. Considerando tudo.”
De acordo com a reportagem, patrocínios e acordos comerciais representam 55% das receitas do Inter Miami, que venceu o título da MLS (Major League Soccer, a maior liga de futebol dos EUA), em dezembro.
O elenco do treinador Javier Mascherano conta ainda com os veteranos Luis Suarez e Rodrigo de Paul, e clubes da liga vêm tentando investir pesado em estrelas internacionais. O mais recente alvo de especulações foi o francês Antoine Griezmann, que estaria considerando trocar o Atlético Madrid pelo Orlando City.
Para comemorar a vitória, o Inter Miami foi convidado a visitar a Casa Branca, onde jogadores posaram para fotos com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante seu discurso na última quinta (5), o republicano elogiou Messi como “um vencedor” e disse que, embora tenha visto Pelé jogar, acredita que o argentino “é melhor”.
Ele também destacou o fato de Messi ter sido eleito o Jogador Mais Valioso (MVP) por duas temporadas consecutivas, um recorde na MLS. “Leo, você veio e venceu. Há muito mais pressão sobre você do que qualquer um imagina, porque espera-se que você vença”, disse Trump.
Nas redes sociais e na imprensa, os argentinos se dividiram sobre a participação do ídolo na reunião com Trump: parte dos torcedores viu o gesto como algo prático, usando a situação para favorecer a seleção na próxima Copa do Mundo, que será nos Estados Unidos, no Canadá e no México.
Parte do público, no entanto, expressou decepção, raiva e rejeição especialmente em um momento de tensão global devido à guerra no Oriente Médio. E por Messi costumar se blindar de eventos públicos, sobretudo aqueles comandados por políticos.
Com informações de AFP e Reuters
Autor: Folha








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