A Mastercard executou garantias ligadas a dívidas do Will Bank, do conglomerado do Banco Master, e passou a deter participações relevantes na Westwing e no BRB (Banco de Brasília).
As ações haviam sido dadas em alienação fiduciária e foram tomadas após o banco digital deixar de honrar obrigações com a bandeira, segundo pessoa a par do assunto.
Em ambos os casos, a bandeira de cartões afirma que não tem intenção de exercer direitos políticos nem de permanecer como acionista.
Na Westwing, de acordo com fato relevante, a Mastercard assumiu 3.540.768 ações ordinárias, o equivalente a 31,87% do capital social da empresa e R$ 19 milhões em dinheiro.
No BRB, a Mastercard comunicou a aquisição de 33.684.706 ações, correspondentes a 6,93% do capital total do banco, sendo 11,75 milhões de ações ordinárias (3,67% das ONs) e 21,93 milhões de preferenciais (13,21% das PNs). Em valor, são R$ 237,4 milhões.
Assim como no caso da Westwing, a bandeira afirmou que as ações serão vendidas, sem objetivo de alterar o controle ou a estrutura administrativa da instituição.
Os movimentos ocorrem após a bandeira suspender a aceitação de cartões emitidos pelo Will Bank. Segundo a Mastercard, a decisão busca evitar o aumento do valor devido e decorre de mudanças no cumprimento das regras da rede e de exigências regulatórias.
O Will Bank está sob Regime de Administração Especial Temporária (Raet), decretado pelo Banco Central em novembro, quando a liquidação do Banco Master foi anunciada. A medida preserva as operações do banco digital.
O FGC terá de pagar até R$ 250 mil por investidor a cerca de 800 mil detentores de CDBs e outros títulos do Master, em uma conta que soma R$ 40,6 bilhões —a maior indenização da história do fundo.
Autor: Folha







