quinta-feira, janeiro 8, 2026

Um brinde aos 60 anos de ‘Jornada nas Estrelas’ – 04/01/2026 – Mensageiro Sideral

Esta coluna normalmente é ocupada pelas mais recentes descobertas do espaço, mas peço licença, neste começo de ano, para celebrar o sexagésimo aniversário de uma das mais inspiradoras criações da cultura pop, a série “Jornada nas Estrelas” (“Star Trek”). Afinal, não há ciência nem descobertas sem que antes haja uma infusão de ambições e sonhos. E eis que aquele programa de televisão ousou sonhar grande para a humanidade.

Criada pelo escritor Gene Roddenberry e exibida pela primeira vez ao público americano em 8 de setembro de 1966, numa época em que astronautas ainda estavam por fazer suas primeiras caminhadas sobre a superfície da Lua, ela permitiu sonhar com um futuro brilhante para a nossa espécie no espaço, como membros de uma sofisticada aliança interplanetária.

Em meio aos temores de um apocalipse nuclear iminente, em plena Guerra Fria, “Star Trek” focava em uma tripulação internacional (uns diriam até interplanetária) explorando o cosmos sob o princípio básico de respeito à diversidade expressado na famosa Primeira Diretriz, que previa a não interferência sobre outras culturas. A série nos dizia não só que íamos sobreviver, mas prosperar, unidos em propósito e livres dos velhos preconceitos que por tanto tempo nos dividiram em nações, culturas, etnias e ideologias.

E o que em princípio parecia ser apenas um programa de televisão de audiência modesta que durou três temporadas, acabando praticamente na mesma época em que a fantasia começava a ser realidade, com os pioneiros passos de Neil e Buzz sobre o solo lunar na missão Apollo 11, se transformou em um fenômeno cultural sem precedentes. Ao longo dos últimos 60 anos, diversas versões e encarnações da mesma ideia foram produzidas, no cinema e na TV, atualizando valores de produção e sensibilidade social, mas preservando a mensagem central de otimismo, esperança, curiosidade e valores humanistas.

A mais recente iteração, a série “Academia da Frota Estelar”, estreia globalmente no dia 15 de janeiro, no serviço de streaming Paramount+, e em todos os cantos do mundo diversas celebrações estão sendo programadas para celebrar o sexagésimo aniversário da franquia. Participo pessoalmente de uma delas, a STXP (stxp.org), que em 2 de maio de 2026, no Teatro Cásper Líbero, em São Paulo, trará para um encontro com os brasileiros a atriz Robin Curtis, que interpretou a vulcana Saavik nos filmes “Jornada nas Estrelas III: À Procura de Spock” e “Jornada nas Estrelas IV: A Volta para Casa”. A programação, que vai das 9h às 19h, terá, além da participação de Curtis contando como foi trabalhar com astros icônicos como William Shatner (capitão Kirk) e Leonard Nimoy (Spock), palestras e painéis variados celebrando a rica intersecção que a série promove entre ficção científica, ciência e cultura.

Seis décadas depois da estreia de “Star Trek”, parecemos estar mais ou menos no mesmo lugar enquanto sociedade –o que ajuda a explicar por que ela mantém sua atualidade. Ao mesmo tempo em que devemos iniciar nossa volta à Lua com a missão Artemis 2, marcada para o primeiro semestre deste ano, contemplamos ameaças existenciais dos mais variados tipos, políticas, econômicas, tecnológicas e ambientais. Esperança é combustível essencial para superarmos todos esses desafios, como superamos lá atrás a Guerra Fria. E isso “Jornada nas Estrelas” tem de sobra. Junte-se à festa, e vamos em frente.

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