
Forças dos Estados Unidos e de Israel promoveram, na manhã deste domingo (8), um grande ataque de mísseis a quatro instalações de armazenamento de petróleo nas províncias de Teerã e Alborz, no Irã.
Apesar de tentar transparecer normalidade em meio ao caos gerado pela guerra — anunciando inclusive que o regime já havia escolhido um sucessor para Ali Khamenei — o regime iraniano alertou hoje que, caso a guerra continue, não haverá petróleo nem capacidade para produzi-lo.
“Trump disse que os preços do petróleo não subiriam muito; agora que subiram, ele diz que logo se corrigirão por si mesmos! Se a guerra continuar assim, não haverá como vender petróleo nem capacidade para produzi-lo”, afirmou neste domingo o presidente do Parlamento do Irã, Mohamad Baqer Qalibaf.
O líder iraniano ainda acrescentou que os impactos da guerra entre o país e as forças americanas e israelenses “estão prejudicando os interesses dos Estados Unidos pelas ilusões de Netanyahu, mas também os dos países da região e do mundo”.
Na última semana, o Estreito de Ormuz — estratégico para o escoamento de cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo — teve seu tráfego interrompido. Além disso, o Irã também atacou instalações energéticas em Israel, Arábia Saudita e Catar — todos aliados dos Estados Unidos.
Desde o início da guerra, o preço do petróleo Brent, principal referência mundial, aumentou quase 30%. Ele saiu de US$ 72,48 por barril no último dia de fevereiro, véspera do ataque dos EUA, para US$ 92,69 na última sexta-feira (6). O aumento gerou pressões econômicas em vários setores pelo mundo.
Além dos impactos econômicos, os ataques às instalações petrolíferas no Irã têm causado nuvens tóxicas sobre a capital, Teerã, diante da qual organizações de proteção ambiental iranianas orientaram aos cidadãos que não saíssem às ruas nos próximos dias. Aliado a isso, o governo interino também anunciou um racionamento de 20 litros de gasolina por pessoa por dia até que a situação seja normalizada.
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Autor: Gazeta do Povo








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