O bloco Acadêmicos do Baixo Augusta receberá, na próxima sexta (13), o voto de Júbilo e Congratulações da Câmara Municipal de São Paulo, uma homenagem concedida pela Casa para personalidades, grupos e entidades que têm atuação de destaque na cidade.
O evento para a entrega do tributo será aberto ao público e ocorrerá na Laje de Baixo, sede do tradicional bloco do Carnaval paulistano. Após a cerimônia, encabeçada pela vereadora Marina Bragante (Rede), autora da homenagem, haverá apresentação da Preta Batuque, roda de samba composta apenas por mulheres. O voto foi assinado por mais 19 vereadores.
Bragante justifica a homenagem pela história e impacto cultural do bloco, fundado em 2009, coincidindo com o movimento de retomada do Carnaval de rua em São Paulo. O Acadêmicos do Baixo Augusta foi criada com o objetivo de valorizar a cultura da festa popular e promover debates sobre o direito à cidade.
O grupo enfrentou restrições desde o início. No primeiro desfile, a autorização se limitava ao uso do meio-fio, e em anos seguintes alguns cortejos chegaram a ser proibidos.
Ao longo de sua história, o Acadêmicos do Baixo Augusta escolheu temas ligados ao uso do espaço urbano, como “Vou Botar Seu Bloco na Rua” (2010) e “Ocupa Augusta” (2011). Em 2017, o desfile com o tema “A Cidade é Nossa” reuniu coletivos ligados aos teatros da Praça Franklin Roosevelt, ao cicloativismo, ao movimento pelo Parque Augusta, ao Parque do Minhocão e à Ocupação Nove de Julho.
No ano seguinte, o tema “Proibido Proibir” defendeu um modelo de Carnaval livre e descentralizado. Em 2022, o bloco realizou o desfile “Vai Passar” no Vale do Anhangabaú, o primeiro grande evento no local após as obras de reforma e o período de isolamento da pandemia de Covid-19.
O grupo também abordou questões de gênero e diversidade, como em 2016, quando desfilou na rua da Consolação com o tema “Família Augusta: de todos os jeitos nos gusta”, em referência aos direitos da população LGBTQIA+. Ao fim de cada edição, o bloco doa painéis de arte urbana a pontos da cidade —entre eles obras de Rita Wainer, do coletivo Os Tupys, de Speto e de Francio de Holanda.
Em 2017, o bloco inaugurou a Casa do Baixo Augusta, que funcionou até a pandemia como espaço de atividades culturais gratuitas, incluindo debates, oficinas e shows. Em 2025, foi criada a Laje do Baixo, espaço voltado ao samba paulistano que, em seu primeiro ano, sediou mais de 200 rodas de samba.
com DIEGO ALEJANDRO, JULLIA GOUVEIA e KARINA MATIAS
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Autor: Folha




















