PT, PSOL, MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e outras entidades de esquerda decidiram criar uma frente emergencial de solidariedade à Venezuela e organizar uma série de ações contra o ataque dos Estados Unidos ao país e em defesa da soberania da América Latina.
A medida foi tomada em reunião virtual realizada neste domingo (4) e que contou com a participação de mais de 300 pessoas, entre elas representantes de partidos como PC do B, PSTU, centrais sindicais, a UNE (União Nacional dos Estudantes) e outras organizações.
A frente emergencial será formada por um representante de cada entidade e começará a atuar no dia 14. O objetivo é estimular a articulação política nos estados, por meio de comitês constituídos, para organizar as ações em nível nacional.
Na reunião, as entidades criticaram a “agressão imperialista” e afirmaram que o ataque à Venezuela “é uma ameaça à soberania de toda a América Latina”.
Também citaram o “sequestro ilegal do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cília Flores“, qualificado como um ato de guerra e uma “violação brutal” do direito internacional.
Os partidos e entidades querem ainda que Executivo, Legislativo e Judiciário brasileiros se manifestem oficialmente em solidariedade ao governo venezuelano e à população do país.
Foram convocados atos para esta segunda-feira (5) em seis capitais —São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre. Além disso, as entidades querem realizar um grande ato nacional nesta quinta-feira (8), junto com ações contra os ataques de 8 de janeiro de 2023.
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