segunda-feira, março 9, 2026
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Pinhais

lamentação sobre um país saqueado

1. Palavra do Senhor que veio ao cronista, nos dias em que a justiça se tornou amargura e a verdade tropeçou nas esquinas de Brasília. Olhai para as nações e vede! Pois um abismo chama outro abismo ao som das festas dos ímpios.

2. Assim diz o Senhor: “Eis que levantei um mercador de ilusões, que se assentou sobre montes de prata roubada. Ele estendeu sua rede sobre o povo e disse: ‘Sou intocável, pois habito o átrio dos poderosos e as chaves do Reino estão no meu bolso’”.

3. Ó nação que se deixa espoliar! O teu sistema tornou-se um covil de salteadores, onde o roubo é o alicerce e a iniquidade é o altar. Não há mais balança justa; o peso é falso e o lucro é fruto da perversão. Eles devoram as casas das viúvas enquanto brindam em palácios de Roma, achando que o Senhor não vê.

4. Eis que este país não é governado, este país é saqueado.

Os que vestem a toga e os que ostentam o cetro sentaram-se à mesa do roubo, entre o perfume das jovens do Leste e o tilintar das moedas manchadas. Ali, no segredo da mansão, as leis eram rasgadas e os destinos da nação eram decididos entre um cálice de vinho e um riso de escárnio

5. E no centro do planalto das sombras, ergue-se o Juiz Supremo, o homem da calva reluzente que se faz passar por guardião do templo. Ele, que deveria ser o prumo da parede, tornou-se o tecelão de sombras. Ele sussurra em mensagens que o vento leva, trocando a Lei pelo favor e o Direito pelo medo.

6. “Ai daquele que julga em segredo!”, diz o Senhor. “Ai do magistrado que apaga os vestígios de seus passos e se comunica por imagens que desaparecem, como se pudesse esconder de Mim a mancha de seu contrato!” Pois o Juiz e o Banqueiro tornaram-se um só corpo: um compra a liberdade com o ouro do crime, o outro vende a sentença com o cinismo do tirano.

7. O Juiz Careca estende sua mão não para proteger o órfão, mas para selar o pacto com o espoliador. Ele diz: “Paz, paz”, quando não há paz, apenas o silêncio dos que foram calados por seu martelo de ferro.

8. Por isso, a vossa glória será como a palha que o fogo consome. O vosso sistema, esse império construído sobre a rapina, ralará os dentes no chão. Eu enviarei o vento do Oriente para varrer o ouro de Taormina e transformarei o jatinho do orgulho em carroça de cativo.

9. O mercador será lançado no cárcere, e o Juiz verá que sua calva não é coroa, mas sinal de sua nudez espiritual perante o Eterno. Pois a luz que eles seguem não é a Estrela da Manhã, mas o fogo fátuo que emana da podridão de seus próprios atos.

10. Chora, ó terra de Vera Cruz, chora pelos teus filhos que são vendidos por trinta moedas de prata no mercado da cleptocracia. Pois o dia do acerto de contas vem, e nem o ouro, nem o poder, nem a calva do opressor poderão deter o braço da Verdade.

11. E não bastaram as pedras de Roma, nem a neve de Aspen; pois o mercador buscou as areias do sul, na terra de Trancoso, para ali erguer o altar da sua luxúria. Na mansão que se debruça sobre o mar, ele convocou o concílio dos ímpios, onde o pudor foi esquecido e a honra, leiloada.

12. Vede! Ele trouxe de terras distantes, das fronteiras do Leste onde o frio corta a carne, mulheres de beleza estrangeira, tratadas como mercadoria de adorno para o deleite dos príncipes. Elas eram como flores colhidas no gelo para murchar no calor do pecado, servindo de banquete aos olhos daqueles que deveriam zelar pela retidão.

13. E ali, sob as palmeiras, sentaram-se as Altas Autoridades da República. Os que vestem a toga e os que ostentam o cetro sentaram-se à mesa do roubo, entre o perfume das jovens do Leste e o tilintar das moedas manchadas. Ali, no segredo da mansão, as leis eram rasgadas e os destinos da nação eram decididos entre um cálice de vinho e um riso de escárnio.

14. O Juiz e o Governante, o Banqueiro e o Parasita, tornaram-se uma só carne na lama de Trancoso. Eles diziam: “Aqui, o mar limpa tudo e a noite esconde os nossos passos. Quem poderá nos condenar, se nós somos a própria lei?”

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15. Mas diz o Senhor: “As paredes daquela mansão testemunham contra vós, e o mar não lavará a vossa imundície. O brilho daquelas festas é o fogo que acenderá a vossa ruína. Pois transformastes a Terra de Santa Cruz em um mercado de corpos e almas, e fizestes da autoridade um manto para cobrir a vossa perversão, e condenastes o inocente e exaltaste o salteador. O vosso reinado, porém, virará pó.”

16. E ouvi uma voz que clamava do meio da terra, dizendo: “Basta!” Pois o clamor dos enganados subiu como incenso diante do trono do Altíssimo, e o livro das contas foi aberto. E nele estavam escritos os pactos secretos, os banquetes da corrupção e as sentenças vendidas como mercadoria.

17. Então tremeram os palácios e empalideceram os príncipes da República, pois aquilo que fora sussurrado nas sombras foi proclamado à luz do dia. E os que se julgavam intocáveis procuraram esconder-se atrás de suas togas, de seus decretos e de suas fortunas, mas nenhuma muralha deteve o vento da Verdade.

18. E naquele dia saberão todos os habitantes da Terra de Santa Cruz que não há trono acima da Justiça eterna. Pois os reinos dos homens passam como fumaça ao vento, mas a Verdade permanece para sempre, e o braço do Senhor não se encurta para julgar os que trocaram a Lei pelo saque. Acautelai-vos, salteadores! Eis que vem o Dia do Juízo.

Autor: Gazeta do Povo

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