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Operação investiga venda ilegal de camarotes no Morumbis – 21/01/2026 – Esporte

A Polícia Civil de São Paulo faz operação na manhã desta quarta-feira (21) contra um esquema de venda ilegal de camarotes no Morumbis, estádio do São Paulo Futebol Clube.

A 3ª DPPC (Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra a Administração) cumpre quatro mandados de busca e apreensão contra três investigados, segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública).

Os alvos são pessoas ligadas ao alto escalão do clube, mas os nomes não foram divulgados.

A Folha procurou a assessoria do São Paulo nesta manhã, mas não houve resposta até a publicação deste texto.

O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou na sexta-feira (16) o afastamento de Julio Casares da presidência do clube. Na votação do impeachment, 188 conselheiros votaram contra sua permanência no cargo. Foram 45 votos pela rejeição do pedido e dois em branco.

A queda de Casares é consequência do derretimento de seu capital político, provocado por uma série de escândalos que abalaram a gestão. O vice-presidente Harry Massis Junior, 80, assume o cargo interinamente.

O pedido de destituição, protocolado em 23 de dezembro, tem como base a suspeita de uso irregular de camarotes do Morumbis durante shows.

Em dezembro, o site ge.com divulgou áudios que indicariam um suposto esquema de venda clandestina de ingressos de um camarote reservado à presidência em dias de eventos musicais no estádio.

Após a divulgação do material, Mara Casares, então diretora feminina, cultural e de eventos e ex-esposa do presidente, e Douglas Schwartzmann, diretor-adjunto do futebol de base, se afastaram de seus cargos.

Nas últimas semanas, enquanto o caso do camarote ganhava repercussão, a Polícia Civil já mantinha um inquérito aberto, com frentes de investigação distintas: uma sobre supostas irregularidades no departamento de futebol e outra relacionada às contas bancárias do São Paulo Futebol Clube e de Julio Casares.

A Polícia Civil apura, por exemplo, o recebimento de R$ 1,5 milhão em depósitos em dinheiro nas contas pessoais do dirigente. Outra linha de investigação tenta esclarecer a realização de 35 saques nas contas do clube entre 2021 e 2025, que somam R$ 11 milhões.

Os advogados Daniel Bialski e Bruno Borragine, que representam Casares, afirmaram que as movimentações financeiras apontadas em relatório do Coaf “têm origem lícita e legítima, compatível com a evolução da capacidade financeira” do dirigente.

Segundo a defesa, antes de assumir a presidência do São Paulo, Casares ocupou cargos de alta direção na iniciativa privada, com remuneração elevada. A origem dos recursos, afirmam os advogados, será esclarecida ao longo das investigações, com a apresentação de documentos e declarações fiscais.

Autor: Folha

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