
O senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), criticou publicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quarta (11) após o cancelamento da viagem ao Chile para a posse do presidente eleito direitista José Antonio Kast.
A viagem do petista foi cancelada na véspera da cerimônia, sem que o Palácio do Planalto apresentasse uma explicação oficial para a mudança de agenda. No lugar de Lula, o Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
“O Lula foi muito pequeno com essa postura, ele não consegue conviver com pessoas que pensam diferente dele”, disse o senador a jornalistas na cidade de Valparaíso, cidade onde ocorreu a cerimônia de posse do novo presidente eleito.
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Flávio Bolsonaro ainda ressaltou a importância estratégica da relação entre os dois países e que o Chile representa um parceiro relevante para o comércio exterior brasileiro e para projetos de integração regional. Ele citou a possibilidade de acesso ao oceano Pacífico por meio do chamado corredor bioceânico, iniciativa considerada estratégica para exportações brasileiras.
“O Chile é um importante parceiro comercial do Brasil, pode ser uma saída para o oceano Pacífico, com o corredor bioceânico”, afirmou.
Para o senador, Lula teria priorizado disputas políticas em vez de defender os interesses do país ao cancelar a viagem.
“Ele deixa de defender os interesses dos brasileiros e coloca uma questão pessoal, uma birra, um rancor em primeiro lugar”, emendou.
Prisão de Bolsonaro
Durante a agenda no Chile, Flávio lembrou da situação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso desde janeiro na chamada “Papudinha”, no Complexo Penitenciário da Papuda, na capital federal. O senador afirmou à imprensa chilena que o pai é inocente e que a família trabalha para reverter a situação.
“Ele é muito forte, tem uma mente muito forte e está muito consciente do que está acontecendo no Brasil. Vamos trabalhar para tirá-lo dessa situação o quanto antes, e a justiça será feita com o presidente Bolsonaro”, pontuou
Flávio também comentou sobre a decisão do governo argentino de conceder refúgio a um brasileiro investigado por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023. Joel Borges Correa foi detido na Argentina ao tentar atravessar a Cordilheira dos Andes em direção ao Chile em novembro de 2024.
“Espero que seja o primeiro de muitos, os brasileiros foram para lá em busca de esperança, em busca de viver em um país democrático. Assim que a democracia retornar plenamente ao Brasil, essas pessoas poderão voltar”, disse agradecendo ao presidente argentino Javier Milei pela decisão.
Fonte: Gazeta do Povo








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