A posse do novo presidente do Chile, José Antonio Kast, foi marcada pela presença de diversos representantes da direita na América Latina nesta quarta-feira (11). Entre eles estão o presidente da Argentina, Javier Milei, e o senador e pré-candidato à Presidência do Brasil Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A cerimônia solene acontece na cidade litorânea de Valparaíso. Parlamentares de todos os partidos, figuras ligadas à direita internacional e uma dúzia de chefes de Estado e de governo aceitaram o convite para participar do evento, incluindo o rei Felipe VI da Espanha, a líder de oposição na Venezuela María Corina Machado e o presidente da Bolívia, o direitista Rodrigo Paz. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cancelou a viagem oficial e enviou seu ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
Além de Milei e do monarca espanhol, os presidentes do Equador, Daniel Noboa; do Panamá, José Raúl Mulino; de Honduras, Nasry Asfura; Costa Rica, Rodrigo Chaves; Paraguai, Santiago Peña; e Uruguai, Yamandú Orsi, marcaram presença na cerimônia.
Kast recebeu a faixa presidencial no Salão de Honra do Senado chileno das mãos da nova presidente da Câmara Alta, a conservadora Paulina Núñez. A sessão solene marcou o fim dos anos da esquerda no poder, sob a liderança de Gabriel Boric.
O presidente eleito estendeu o convite à cerimônia para mais de mil convidados. A ausência de Lula foi uma das grandes surpresas do evento oficial. A imprensa especulou que o cancelamento da viagem pode ter ligação com o fato do pré-candidato Flávio Bolsonaro confirmar presença na posse.
Um dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro é considerado o principal adversário do petista nas eleições de outubro. Lula foi alvo de críticas do presidente chileno no passado. Em uma das declarações, Kast chegou a chamá-lo de “corrupto”.
Além de Lula, outros líderes de esquerda que não estiveram presentes no evento são a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum e o colombiano Gustavo Petro.
Agenda presidencial após a posse
Após a cerimônia, Kast oferecerá um almoço para as autoridades estrangeiras presentes na posse e, à tarde, viajará para Santiago para seu primeiro evento oficial em uma escola da capital.

À noite, fará seu primeiro discurso como presidente no Palácio de La Moneda, onde delineará as prioridades de seu governo.
Pai de nove filhos e um crítico ferrenho do aborto, o presidente prometeu durante sua campanha que não travaria a “batalha cultural” sobre liberdades individuais, mas que se concentraria nas principais preocupações dos chilenos: segurança, imigração irregular e economia.
Kast, que governará com o apoio de seu partido — o Partido Republicano — e da direita tradicional, terá que lidar com um Parlamento dividido e sem maiorias claras.
Autor: Gazeta do Povo








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