SUS (Sistema Único de Saúde) adotou o antibiótico doxiciclina como profilaxia pós-exposição (DoxiPEP) para evitar infecções por clamídia e sífilis após o contato íntimo sem proteção.
De acordo com o Ministério da Saúde, o uso da doxiciclina 100 mg para evitar novos casos de ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) é a primeira forma de prevenção oral pós-exposição contra clamídia e sífilis. A incorpração do tratamento no SUS foi aprovada pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias).
O tratamento consiste no uso de dois comprimidos do medicamento após a exposição sexual desprotegida.
Inicialmente, diz o ministério, o tratamento será disponibilizado para populações em maior vulnerabilidade, incluindo homens cisgênero gays, bissexuais, outros homens que fazem sexo com homens e mulheres transgênero que tiveram um episódio de IST nos últimos 12 meses.
Segundo a pasta, a estratégia visa reduzir a incidência principalmente da sífilis adquirida, “que hoje consiste em um problema de saúde pública no Brasil e no mundo”.
O Datasus mostra que o Brasil registrou 797.143 infecções pela doença de 2020 a 2024, último ano disponível no sistema. São 159,4 mil casos por ano, em média.
A pasta afirma que apoia estudos nacionais para a produção de evidências sobre a eficácia do mesmo tratamento em mulheres cisgêneros e homens transgênero.
Autor: Folha




















