terça-feira, março 17, 2026
28.6 C
Pinhais

Quem é Ali Larijani, braço direito de Khamenei morto por Israel

O Ministério da Defesa de Israel afirmou nesta terça-feira (17) ter matado uma das figuras mais poderosas do regime iraniano que havia escapado até o momento dos ataques: Ali Larijani, líder do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã.

Homem de confiança do falecido aiatolá Ali Khamenei, Larijani foi encarregado de garantir a sobrevivência do regime islâmico. Fontes iranianas disseram ao jornal The New York Times semanas atrás que ele vinha governando efetivamente o país nos bastidores durante as negociações que antecederam a guerra com EUA e Israel.

Ele chegou a ser descrito pela imprensa iraniana como “o homem mais importante do país, perdendo apenas para figuras-chave como Mukhta Khamenei”.

Larijani foi alvo de sanções americanas recentemente devido ao seu papel de liderança na repressão aos protestos contra o regime islâmico, que resultou em centenas de mortes. Ele também esteve envolvido nos últimos anos em negociações nucleares com os EUA e se tornou um influente articulador político com a Rússia e China, ditaduras que se aproximaram de Teerã na última década.

Ele ingressou na Guarda Revolucionária Islâmica em 1981 e serviu como comandante durante os primeiros anos da guerra Irã-Iraque. Posteriormente, chegou a frequentar um seminário religioso, mas acabou seguindo para outra formação, em ciência da computação e matemática.

Na década de 1990, durante a presidência de Hashemi Rafsanjani, atuou como Ministro da Cultura e Orientação Islâmica, cargo que manteve sob Mohammad Khatami. Em 1994, Khamenei o nomeou diretor da radiodifusão estatal, cargo que ocupou por uma década, e em 2004 tornou-se representante de Khamenei no Conselho Supremo de Segurança Nacional.

Em 2005, após passar por diferentes setores do regime, concorreu à presidência pela primeira vez, mas recebeu menos de 10% dos votos no primeiro turno. Depois disso, Larijani foi nomeado secretário-geral do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã (SNSC), ocasião na qual também assumiu a frente das negociações nucleares do Irã, mas acabou sendo demitido pelo então presidente Mahmoud Ahmadinejad.

No ano passado, ele retornou ao antigo cargo de chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional e ganhou destaque como a principal autoridade de segurança do Irã após a guerra de 12 dias com Israel em junho passado.

A última vez que ele havia aparecido em público foi na sexta-feira passada, quando participou, ao lado de outras autoridades e milhares de pessoas, de uma marcha na capital iraniana para desafiar as ameaças contra o Irã e expressar sua rejeição à guerra.

Na véspera dos ataques que resultaram em sua morte, segundo Israel, ele divulgou uma mensagem criticando diversos governos muçulmanos por não apoiarem Teerã — uma posição que descreveu como contrária ao Islã — e afirmou que os EUA e Israel estão em um “dilema estratégico”.

Netanyahu diz que novas mortes no alto escalão enfraquecem regime iraniano

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta terça-feira que, com o assassinato dos dois últimos altos comandantes iranianos, eles estão “enfraquecendo este regime com a esperança de dar ao povo iraniano a oportunidade de derrubá-lo”.

Em um vídeo divulgado por seu escritório, Netanyahu referiu-se ao anúncio de Israel de que matou o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do país, Ali Larijani, e o comandante da milícia paramilitar Basij (subordinada ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica), Gholamreza Soleimani.

“Estamos enfraquecendo este regime com a esperança de dar ao povo iraniano a oportunidade de derrubá-lo. Não acontecerá imediatamente nem será fácil. Mas, se perseverarmos, daremos a eles a oportunidade de tomar as rédeas de seu destino”, declarou.

Autor: Gazeta do Povo

Destaques da Semana

Temas

Siga-nos

Conheça Nosso Guia de Compras

spot_img

Artigos Relacionados

Categorias mais Procuradas