A Ópera Nacional de Washington pretende deixar o Kennedy Center, que no último mês de dezembro foi rebatizado como “Trump-Kennedy Center“. Segundo o The New York Times, a administração da companhia musical, que se apresenta no centro artístico desde que a instituição foi fundada, em meados dos anos 1960, anunciou que planeja transferir todas as suas apresentações para outro local.
A declaração vem na esteira de diversas tensões entre Donald Trump e o centro artístico, que se estendem desde o início do atual governo do presidente americano. Entre episódios recentes, o tradicional show de Ano-Novo da instituição foi cancelado pelos músicos responsáveis, em protesto contra a renomeação. A mudança foi determinada pela diretoria do centro artístico, cujos membros foram renomeados por Trump em 2025, e sem aprovação do Congresso.
Ao veículo americano, a equipe da ópera também afirmou que pretende efetivar as mudanças o mais cedo possível e que, no atual momento, deseja reduzir as apresentações para cortar gastos. Nenhum lugar alternativo foi mencionado até então.
Apesar da intenção da companhia, a saída da Ópera Nacional ainda não é definitiva. O grupo busca o fim oficial de seu contrato com o Trump-Kennedy Center e a instituição detém controle parcial sobre o fundo patrimonial de US$ 30 milhões que a ópera possui.
Em 2025, pouco após tomar posse presidencial, Trump nomeou a si mesmo como presidente do centro artístico e demitiu os então membros do conselho diretor.
Desde então, artistas como a cantora Issa Rae, o compositor Stephen Schwartz , de “Wicked“, e o músico Chuck Redd cancelaram apresentações que estavam previstas para acontecer na instituição. As ações de Trump sobre o centro artístico tem reforçado intervenções que o presidente tem feito, de modo geral, em outros equipamentos culturais dos Estados Unidos.




