Valorizar o sono como essencial à saúde física e mental previne doenças crônicas e melhora o desempenho escolar. Texto de Marcelo M. S. Lima, Cíntia F. A. Rosa e Fernando M. Louzada
O sono está longe de ser um mero período de inatividade física ou mental, mas se constitui como um evento em que ocorrem inúmeras manifestações fisiológicas que garantem a manutenção da saúde em seus mais diferentes aspectos: metabólico, cardíaco, imunológico, cognitivo e até de sanidade mental. Desde os anos 1960, estudos revelam que indivíduos que dormem regularmente menos horas do que o recomendado (cerca de 8h por noite) apresentam maiores riscos, a longo prazo, de manifestarem diversos problemas de saúde (Gohari et al., 2024).
No entanto, a sociedade moderna impõe obstáculos ao sono de qualidade e tem produzido um verdadeiro exército de pessoas cronicamente privadas de descanso. Inúmeros fatores contribuem para essa condição, como o trabalho em turnos, o consumo excessivo de cafeína (por meio do café ou bebidas energéticas), a hiperconectividade em redes sociais, além de estresse crônico e ansiedade generalizada.
Até as mudanças climáticas podem produzir efeitos ainda pouco compreendidos mas, potencialmente, deletérios. Um estudo recente revelou que o aumento das temperaturas noturnas está relacionado à piora na qualidade de sono. A pesquisa mostrou que elas produziram uma média estimada de 5% mais horas perdidas de sono em 2019-2023 do que em 1986-2005, atingindo um recorde de 6% mais horas de sono perdidas em 2023 (Romanello et al., 2024).
Com as mudanças climáticas fazendo com que as temperaturas noturnas subam mais rapidamente que as diurnas em muitas regiões do mundo, o risco de resultados adversos para a saúde devido à má qualidade do sono está aumentando globalmente (Cox et al., 2020).
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Autor: Agencia Paraná




















