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Após 28 aumentos de impostos, Haddad deixa Ministério da Fazenda sob recordes de carga tributária e gastos públicos – Conexão Política

Haddad
Foto: Marcelo Camargo/ABr

Fernando Haddad será anunciado na quinta-feira (19) como pré-candidato do PT ao governo de São Paulo e deve ser exonerado do Ministério da Fazenda até sexta-feira (20), segundo informações confirmadas pelo partido. O secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, assumirá o comando da equipe econômica.

O PT já montou a equipe de campanha e definiu o QG eleitoral. A decisão de lançar Haddad ao Palácio dos Bandeirantes partiu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que considera São Paulo estratégico para a disputa presidencial de 2026. Haddad preferia disputar o Senado, mas aceitou o pedido de Lula. O deputado federal Kiko Celeguim, presidente do diretório estadual do PT-SP, confirmou a candidatura com a frase: “Está resolvido”.

A saída ocorre após uma gestão impopular, alimentada desde o primeiro dia pelo aumento da carga tributária, que rendeu ao ministro o apelido de ‘Taxxad’. O governo federal registrou, em janeiro de 2026, arrecadação de R$ 325,751 bilhões, o maior valor desde o início da série histórica, em 1995. A carga tributária subiu de 31,2% do PIB em 2022 para 32,3% em 2024, com a parcela do governo central passando de 20,6% para 21,4%.

Quando Haddad assumiu a Fazenda, em 2023, a dívida bruta do governo estava em 71,7% do PIB. O índice subiu para 74,3% ao final do primeiro ano, atingiu 76,1% em 2024 e chegou a 79% em novembro de 2025. As projeções do Tesouro Nacional para 2026 apontam para 81,7% do PIB, enquanto expectativas de mercado coletadas pelo Prisma Fiscal indicam 84,9% do PIB. O setor público, por sua vez, registrou rombo nominal de R$ 1 trilhão pelo terceiro ano consecutivo. Mesmo com arrecadação recorde, o país seguiu registrando déficit primário nas contas públicas. O resultado primário foi superavitário em 1,25% do PIB em 2022 e reverteu para déficit de 2,28% do PIB já em 2023.

Na disputa pelo governo paulista, a mais recente pesquisa Datafolha mostra que o governador Tarcísio de Freitas lidera com 44% das intenções de voto em cenário estimulado, com Haddad em segundo lugar, com 31%. A ascensão de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas, aproximando-se de Lula, pesou na decisão do ministro de aceitar a candidatura. Nos bastidores, a confirmação de Haddad gerou burburinhos, com a ala governista avaliando que, por causa dessa movimentação de última hora, ficou claro que a disputa presidencial contra o senador Flávio Bolsonaro será um ponto de pressão para o lulopetismo até outubro.

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