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Trump processa JPMorgan e CEO Jamie Dimon – 22/01/2026 – Economia

Donald Trump entrou com um processo contra o JPMorgan Chase e seu CEO, Jamie Dimon, pedindo ao menos US$ 5 bilhões em indenização sob a alegação de que o maior banco dos Estados Unidos fechou suas contas de forma injusta por razões políticas.

A ação representa uma escalada significativa em uma disputa latente entre Trump e o grupo de Wall Street sobre a questão de se ele e outras pessoas tiveram o acesso a serviços bancários negado por motivos políticos.

O presidente dos EUA e várias empresas associadas à marca Trump processaram o JPMorgan em um tribunal estadual do condado de Miami-Dade, nesta quinta-feira (22). Eles acusam o banco de se distanciar de Trump e de companhias ligadas a ele após ele sair da presidência, em 2021, com base em “crenças ‘woke’ infundadas”.

Segundo a queixa, a “decisão unilateral” do banco decorreu de motivações políticas e sociais para se afastar do “presidente Trump e de suas visões conservadoras”. O processo afirma que o JPMorgan retirou Trump do sistema bancário “porque acreditava que a maré política naquele momento favorecia essa decisão”.

Trump alega que o JPMorgan notificou os autores da ação em 19 de fevereiro de 2021 de que várias de suas contas seriam encerradas em dois meses, causando-lhes danos financeiros e à reputação.

A ação também argumenta que Dimon ordenou que o JPMorgan incluísse Trump e suas empresas em uma lista composta por “indivíduos e entidades com histórico de atos ilícitos e que, de outra forma, não cumprem as regras do banco”.

O JPMorgan afirmou nesta quinta: “Embora lamentemos que o presidente Trump tenha nos processado, acreditamos que a ação não tem mérito. Respeitamos o direito do presidente de nos processar e o nosso direito de nos defender —é para isso que servem os tribunais”.

O banco acrescentou que não encerra contas por motivos políticos ou religiosos, mas porque elas “criam riscos legais ou regulatórios para a empresa”, o que frequentemente ocorre em razão de regras e exigências dos reguladores.

O processo foi apresentado um dia depois de Dimon elogiar Trump no Fórum Econômico Mundial, em Davos, dizendo que o presidente dos EUA estava certo ao apontar “fragilidades” na Otan e na Europa, além de elogiar seus esforços para reequilibrar as parcerias comerciais americanas.

O CEO do JPMorgan, porém, afirmou que “não é um defensor de tarifas em geral” e advertiu que o plano de Trump de limitar os juros de cartões de crédito seria um “desastre econômico”.

Trump tem atacado bancos americanos pela relutância em oferecer-lhe serviços bancários após sua saída da Casa Branca, em 2021. Em novembro do ano passado, o JPMorgan informou que o governo investigava se o banco ofereceu acesso bancário justo a seus clientes.

O JPMorgan declarou: “Temos pedido tanto a esta administração quanto às anteriores que mudem as regras e regulações que nos colocam nessa posição, e apoiamos os esforços do governo para evitar a instrumentalização do setor bancário”.

As instituições financeiras afirmam de forma consistente que não negam acesso bancário por razões políticas, mas observam que a supervisão adicional exigida para certos clientes ou atividades suspeitas pode levar ao encerramento de relações. Isso pode incluir as chamadas pessoas politicamente expostas (PEPs) ou indivíduos ligados a setores controversos, como o da maconha.

Os bancos precisam realizar verificações adicionais ao aceitar PEPs, considerados mais suscetíveis à lavagem de dinheiro ou ao financiamento do terrorismo devido a seu perfil e conexões.

Este é o mais recente processo movido por Trump em seu segundo mandato, enquanto ele avança com ofensivas legais contra adversários que considera opositores, tanto em caráter pessoal quanto, segundo críticos, por meio do Departamento de Justiça. O DoJ rejeita acusações de interferência política.

Autor: Folha

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