Wagner Moura disse que a ditadura militar ainda é uma ferida aberta no Brasil em entrevista a jornalistas, logo após receber o Globo de Ouro de melhor ator em filme de drama por “O Agente Secreto“.
O longa de Kleber Mendonça Filho também foi eleito melhor filme em lingua não inglesa. Na trama, Moura vive um professor perseguido durante a ditadura.
“Precisamos continuar fazendo filmes sobre a ditadura. A ditadura é ainda uma ferida aberta no Brasil. Aconteceu há apenas 50 anos. Entre 2018 a 2022, tivemos um presidente de extrema-direita que é uma manifestação fisica dos ecos da ditadura”, afirmou o ator, ainda na premiação, em conversa com a imprensa.
“Acho que a cultura e a democracia andam juntas, e no Brasil temos, finalmente, depois de um periodo obscuro, uma democracia na qual podemos respirar e um governo que entende que a cultura é importante para o desenvolvimento de um país. Democracia, cultura e filmes, eles coexistem, não vivem um sem o outro”, concluiu, com o troféu de melhor ator na mão.
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