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Governo Trump volta a processar Harvard por discriminação

O governo Trump entrou com um novo processo contra a Universidade Harvard nesta sexta-feira (20), alegando discriminação a estudantes judeus e israelenses.

O governo republicano afirma que, após o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro, esses estudantes foram assediados e agredidos fisicamente, ao mesmo em que enfrentaram um “ambiente educacional hostil” por anos, ao qual Harvard permaneceu “indiferente”.

No processo, apresentado em um tribunal federal em Boston, Massachusetts, o governo se refere a protestos pró-Palestina que ocorreram no campus, particularmente em 2023 e 2024.

“Harvard permitiu que manifestantes anti-Israel ocupassem suas bibliotecas e que um acampamento anti-Israel permanecesse por 20 dias (no campus), em violação à política da Universidade”, diz o processo.

Além disso, o governo americano defendeu que a instituição renomada “falhou em fazer cumprir suas regras ou em sancionar de forma significativa” os estudantes que ocuparam seus prédios durante essas manifestações.

“Os EUA não podem e não irão tolerar essas falhas e estão tomando esta medida para obrigar Harvard a cumprir o Título VI – referente à Lei dos Direitos Civis de 1964 – e recuperar bilhões de dólares dos contribuintes em bolsas concedidas a uma instituição discriminatória”, enfatiza o governo.

A gestão de Trump está pedindo ao tribunal que ordene a restituição de todos os pagamentos de bolsas feitos a Harvard durante o período em que supostamente violou a lei.

Este é um novo passo na disputa legal entre a universidade, uma das prestigiosas instituições da Ivy League nos EUA, e o governo Trump.

Relembre a batalha judicial

Em fevereiro de 2025, o governo enviou a Harvard uma carta formal exigindo supervisão de seus processos de admissão, práticas de contratação de funcionários e admissão de alunos.

Após a recusa de Harvard, o governo congelou mais de US$ 2 bilhões em fundos federais para a instituição, sob a alegação de que ela adotava políticas antissemitas. No entanto, a universidade processou Trump, e um juiz federal suspendeu o congelamento dos fundos.

Em fevereiro, o Departamento de Justiça (Doj, na sigla em inglês) entrou com outro processo contra a instituição, acusando-a de reter informações do governo durante uma investigação sobre seu processo de admissão para determinar “se ela continua a discriminar” alunos.

Harvard não é a única universidade a enfrentar ações judiciais do governo: no mês passado, o Departamento de Justiça processou a Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA), por supostamente permitir “atos grosseiramente antissemitas” e “ignorar sistematicamente os pedidos de ajuda de seus próprios funcionários judeus e israelenses”.

Autor: Gazeta do Povo

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