terça-feira, janeiro 13, 2026

Acidentes de ônibus em Curitiba caem 22% em 2025

acidente de onibus curitiba
Foto: Isabella Mayer/SECOM

O número de acidentes envolvendo os ônibus em Curitiba apresentou uma redução significativa de 22% em 2025.

O levantamento, realizado pela Urbanização de Curitiba (Urbs), aponta que o total de registros caiu de 1.463 em 2024 para 1.135 no ano passado.

Acidentes de ônibus diminuem em Curitiba

A melhora nos indicadores é reflexo direto de ações implementadas pela Prefeitura para evitar acidentes de ônibus em Curitiba, como a sinalização de pontos cegos e a criação da Patrulha do Transporte Coletivo.

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Entre os dados de maior impacto está a redução de 26% nas colisões envolvendo carros e motos, além de uma queda de 13% nos atropelamentos de pedestres e ciclistas, que baixaram de 122 para 106 ocorrências anuais.

‘Botão anti-rabeira’ evita acidentes

Uma das medidas de maior destaque foi a instalação do “botão anti-rabeira”. A ferramenta permite que motoristas acionem um alerta no painel e no exterior do veículo ao detectarem ciclistas pegando impulso na traseira dos ônibus.

A prática agora é passível de multa de R$ 600, conforme a Lei 16.520/25. Atualmente, todos os 200 veículos articulados e biarticulados da frota circulam com avisos sobre o perigo e a penalidade dessa conduta.

Pontos cegos sinalizados

A sinalização dos pontos cegos também contribuiu para a segurança nas canaletas, onde o índice de acidentes de ônibus recuou 21,6%.

Através da Campanha Ponto Cego, áreas de baixa visibilidade ao redor dos ônibus foram adesivadas para alertar quem circula próximo aos veículos.

Em biarticulados, o motorista pode ter até dez pontos cegos, o que torna a permanência de pedestres e ciclistas em locais inadequados extremamente perigosa.

Trânsito ainda pede atenção

Mesmo com a redução dos sinistros, as autoridades reforçam que as canaletas exclusivas são restritas ao transporte público e veículos de emergência.

A Urbs alerta que o uso desses corredores para caminhadas, corridas ou ciclismo é proibido pelo Código de Trânsito Brasileiro.

A desatenção pelo uso de celulares e fones de ouvido continua sendo um dos principais fatores de risco para atropelamentos nessas vias.

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