terça-feira, janeiro 13, 2026

Acordo UE-Mercosul pode aumentar produtividade no Brasil – 13/01/2026 – Econometria Fácil

O novo acordo entre Mercosul e UE é excelente para o Brasil e vai aumentar a produtividade da nossa economia! Mas uma pergunta interessante é: Por quais canais isso pode acontecer? No vídeo de hoje eu separo quatro canais que aparecem de forma recorrente na literatura:

1. Tarifas (insumos e máquinas): reduzir custo de importar intermediários e capital aumenta o retorno de modernizar processo e incorporar tecnologia.
2. Fronteira (tempo e logística): menos tempo parado e menos incerteza no despacho reduzem capital imobilizado e custo por unidade.
3. Regulação (TBT/SPS e conformidade): menos retrabalho de certificação e menos barreira técnica reduz custo fixo de vender fora e facilita escala.
4. Competitividade: mais concorrência força reorganização e desloca mercado para quem produz melhor.

A evidência para o Brasil depois da liberalização dos anos 90 é consistente com esses mecanismos, com destaque para o papel de insumos/tecnologia e para efeitos via competição. Veja literatura abaixo e o vídeo da coluna de hoje!

Referências:

Amiti, M.; Konings, J. (2007). Trade Liberalization, Intermediate Inputs, and Productivity: Evidence from Indonesia. American Economic Review, 97(5), 1611–1638.

Hummels, D. L.; Schaur, G. (2013). Time as a Trade Barrier. American Economic Review, 103(7), 2935–2959.

Fontagné, L.; Orefice, G.; Piermartini, R.; Rocha, N. (2015). Product standards and margins of trade: Firm-level evidence. Journal of International Economics, 97(1), 29–44.

Melitz, M. J. (2003). The Impact of Trade on Intra-Industry Reallocations and Aggregate Industry Productivity. Econometrica, 71(6), 1695–1725.

Lisboa, M. B.; Menezes-Filho, N. A.; Schor, A. (2010). The effects of trade liberalization on productivity growth in Brazil: competition or technology? Revista Brasileira de Economia, 64(3), 277–289.

Ferreira, P. C.; Rossi, J. L. (2003). New Evidence from Brazil on Trade Liberalization and Productivity Growth. International Economic Review, 44(4), 1383–1405

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