terça-feira, janeiro 13, 2026

Flávio usou viagem aos EUA para se mostrar como pré-candidato

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse nesta terça-feira (13) que usou a recente agenda oficial nos EUA para fazer reuniões e se apresentar como candidato da direita brasileira nas eleições de 2026. O senador falou pela primeira vez desde voltar de viagem ao país estrangeiro e deu as declarações após uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília (DF).

Flávio disse ter participado de “uma série de encontros” com lideranças conservadoras e figuras estratégicas da política americana, acompanhado do irmão, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O objetivo, segundo o senador, foi “pavimentar” o caminho para a disputa presidencial.

“O Eduardo me levou a reuniões estratégicas. Elas aconteceram para eu ser apresentado como pré-candidato à presidência do Brasil em 2026”, disse senador.

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Com suas declarações desta terça, Flávio buscou ainda garantir manter proximidade do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

De acordo com o senador, a relação entre ambos é “sólida” e o governador só deverá manifestar apoio formal “no momento certo”.

Flávio descreveu um cenário de fragilidade física do pai, citando a recente queda da cama, que resultou em escoriações no pé e hematomas na cabeça.

“Ele não se lembra exatamente o que aconteceu, mas mostra que é um grande risco ele ficar sozinho”, disse o senador, justificando a urgência de um pedido de prisão domiciliar humanitária. Segundo Flávio, o ex-presidente necessita de supervisão 24 horas por dia, embora tenha reconhecido que a equipe médica do sistema prisional possui acesso integral e ininterrupto à cela para atendimentos de emergência.

“Tortura Psicológica”

Apesar da assistência médica, o senador classificou as condições atuais como uma forma de “tortura psicológica”. O relato diz que o ambiente é de barulho constante, do ar-condicionado, que estaria afetando a saúde mental e a estabilidade de Bolsonaro. A PF já disse ao STF que não tem como resolver.

Bolsonaro foi preso por ordem do ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, após a identificação de violação da tornozeleira eletrônica, o que levou o ministro a apontar risco de fuga. Com isso, foi determinado o fim da prisão domiciliar e a transferência para a Superintendência da PF, em Brasília.

Posteriormente, o ministro decidiu que Bolsonaro deveria permanecer na unidade da PF para cumprir a pena de 27 anos e três meses imposta pelo STF. A legislação brasileira prevê que ex-presidentes cumpram pena em instalações compatíveis com a chamada “sala de Estado-Maior”.

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