“…Ouvi (a edição) com tristeza. Tristeza por ouvir todo o trabalho de meses de criação do conceito musical, dos arranjos e das execuções, dos planos de gravação e mixagem, todos estudados e muito bem pensados por nós, jogados no lixo. Estas questões, para mim, não são passiveis de alterações por terceiros. […] Não se pode mexer tecnicamente em uma obra final a este ponto, alterar os planos de mixagem, a voz, os arranjos, os timbres dos instrumentos dos músicos escolhidos a dedo, incluir instrumentos que foram rejeitados, mutilar toda uma dinâmica originalmente muito bem pensada e trabalhada. E não digo estas coisas por estar envolvido visceralmente no projeto original, mas sim pelo respeito que tenho a qualquer obra e seus criadores. Esta é a minha opinião“, conclui Mariano após expor detalhes técnicos que o descontentaram na remixagem das faixas do disco.
Protesto de Cesar Camargo Mariano contra remixagem de álbum de Elis Regina reacende o debate sobre os limites da interferência na obra alheia
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