
Quatro ambulâncias de um serviço ligado à comunidade judaica foram incendiadas na madrugada desta segunda-feira (23) em Londres, em um caso que está sendo investigado como crime de ódio antissemita, informou a Polícia Metropolitana de Londres.
O atentado ocorreu em Golders Green, bairro da região norte da capital britânica. De acordo com informações do jornal The Guardian, o Corpo de Bombeiros de Londres (LFB, na sigla em inglês) enviou seis caminhões e cerca de 40 bombeiros para combater as chamas.
Segundo o LFB, vários cilindros dos veículos explodiram, o que quebrou janelas em um bloco de apartamentos vizinho, mas as autoridades não relataram feridos e disseram que os incêndios já foram extintos. Também desocuparam residências próximas por precaução e fecharam algumas ruas nos arredores.
As ambulâncias pertencem à Hatzola, uma organização de serviços médicos de emergência ligada à comunidade judaica e formada principalmente por voluntários.
Em mensagem no X, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, declarou que “o ataque incendiário antissemita em Golders Green é horrível”.
“Entrei em contato com líderes da comunidade judaica esta manhã e continuarei a fazê-lo ao longo do dia. Um ataque à nossa comunidade judaica é um ataque a todos nós. Lutaremos contra o veneno que é o antissemitismo”, disse o premiê trabalhista.
Ephraim Mirvis, rabino-chefe das Congregações Hebraicas Unidas da Commonwealth (comunidade de países anglófonos), classificou os atos como um “ataque particularmente repugnante, não apenas contra a comunidade judaica, mas também contra os valores que compartilhamos como sociedade”.
Em sua conta no X, Mirvis descreveu o serviço de ambulâncias da Hatzola como “extraordinário” e acrescentou que sua “única missão é proteger a vida, tanto de judeus quanto de não judeus”.
“O ataque contra a Hatzola por parte de pessoas tão comprometidas com o terror, o ódio e a profanação da vida é uma dolorosa demonstração da batalha constante entre os que santificam a vida e os que buscam destruí-la”, acrescentou o rabino.
“Em um momento em que as comunidades judaicas de todo o mundo enfrentam um padrão crescente desses ataques violentos, encararemos este momento com determinação compartilhada e nos manteremos unidos contra o ódio e a intimidação”, concluiu.
O último grande atentado antissemita no Reino Unido havia ocorrido em 2 de outubro de 2025, quando um homem avançou com um carro contra várias pessoas nos arredores de uma sinagoga em Manchester e, posteriormente, atacou com uma faca outros fiéis durante a celebração do Yom Kippur.
A tragédia terminou com três mortos (incluindo o autor do atentado, um imigrante sírio de 35 anos, que foi morto pela polícia) e três feridos.
Autor: Gazeta do Povo








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