O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), criticou a oposição por “politizar o tema” das medidas de socorro ao Banco de Brasília (BRB), levando ao Judiciário demandas para suspender a lei que autorizou o uso de imóveis públicos, a injeção de recursos e a contratação de até R$ 6,6 bilhões em empréstimos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A avaliação ocorreu nesta segunda-feira (23), em entrevista ao portal Metrópoles.
“Estamos fazendo nossa parte para salvar o BRB, mas a oposição quer politizar o tema e está jogando contra por razões meramente eleitoreiras. Vamos ver onde isso vai dar”, avaliou Ibaneis.
Na última vitória da oposição em sua ofensiva judicial, parlamentares do Partido Verde (PV) conseguiram uma liminar para proibir o governo distrital de vender, aplicar em fundos de investimentos ou alienar de qualquer outra forma a Serrinha do Paranoá.
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Última liminar contra lei fala em “péssima gestão” do BRB e “tenebrosas transações” com o Master
Na decisão, o juiz Carlos Frederico Marojá de Medeiros, da Vara de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Fundiário do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), usou palavras duras, acusando o poder Executivo de tentar utilizar a área de interesse ambiental para lidar com a “péssima gestão do banco público, a partir de tenebrosas transações com uma empresa que há muito já revelava ações fraudulentas”, em referência às operações com o Banco Master. Ibaneis adiantou que irá recorrer da decisão.
Na última terça-feira, a vitória foi do governo. O desembargador Roberval Casemiro Belinati cassou uma liminar obtida pelo PSB que suspendia toda a nova lei, alegando falta de estudos sobre o potencial estratégico dos imóveis. Para Belinati, a liminar colocava em risco a “ordem administrativa e econômica”.
A sessão de 3 de março da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), em que foi aprovado o socorro ao BRB, anteviu a judicialização. Manifestantes contra e a favor do projeto foram ao plenário para defender suas posições. Na tribuna, a deputada distrital Paula Belmonte (PSDB) subiu com um cheque em branco, representando a principal crítica da oposição ao texto.
Autor: Gazeta do Povo



















