Nesta quinta-feira (26), contra a França, a seleção brasileira não terá seis jogadores que, provavelmente, serão titulares na Copa do Mundo: Alisson, Gabriel Magalhães, Militão (na lateral direita), Alex Sandro, Bruno Guimarães e Estêvão. Porém, os dois craques da equipe, Raphinha e Vinicius Junior, estarão presentes. Os dois têm brilhado em seus clubes.
Ancelotti deve manter a formação tática das partidas anteriores, com quatro defensores, dois no meio-campo, dois pontas que atacam e voltam para marcar e dois jogadores avançados pelo centro, Matheus Cunha, vindo mais de trás, e Vinicius Junior, livre e se movimentando por todo o ataque, especialmente da esquerda para o centro. Além de Raphinha, Vini e Matheus Cunha, falta um quarto jogador avançado, que pode ser Martinelli, pela esquerda, ou Luís Henrique, pela direita.
Raphinha, que não participou dos últimos jogos por causa de contusão, pode atuar pelas pontas ou pelo centro, trocando de posição com Matheus Cunha, que tem atuado muito bem no Manchester United mais pela esquerda, atacando e defendendo. Os quatro mais avançados trocam muito de posições e confundem a marcação.
Nessa formação, é essencial a volta dos pontas para marcar e a formação de um quarteto no meio-campo na proteção dos quatro defensores. O técnico quer Vini no ataque, sem voltar. Se Raphinha atuar pela esquerda, terá dificuldades também de recompor, pois no Barcelona atua da esquerda para o centro do ataque, sem voltar para marcar.
Ancelotti é um técnico que não pressiona demais na marcação nem gosta de recuar para fechar os espaços na defesa. Ele adota geralmente um posicionamento intermediário, com variações de acordo com o momento e o adversário.
A França deve jogar com um trio no meio-campo e outro no ataque. Não creio que Ancelotti faça o mesmo, a não ser que tivesse dois craques meio-campistas, como Kross e Modric, para formar um trio com Casemiro, como era no Real Madrid sob seu comando. As duas fortes seleções dependem da velocidade e da habilidade de Mbappé e de Vini, espetaculares nos contra-ataques.
Se o Brasil jogar bem e vencer, não significa que será o principal candidato ao título do Mundial. Se atuar mal e perder, não significa que não terá chances de ganhar a Copa. É apenas um amistoso. Nas últimas décadas, o Brasil foi chamado de campeão de amistosos por ganhar essas partidas e ser eliminado no Mundial. Desejamos ser campeões do mundo.
Clichês e lugares-comuns
Em um campeonato equilibrado como o Brasileirão, as vitórias estão muito próximas das derrotas. Bastam detalhes previsíveis e imprevisíveis para mudar a história de um jogo. Isso explica por que um time ganha ou perde várias partidas seguidas. Mesmo assim, existem sempre muitos clichês, lugares-comuns, comentários prontos e profundas explicações estratégicas sobre as atuações e resultados das equipes.
As vitórias costumam esconder as deficiências individuais e coletivas de um time. Antes das duas últimas derrotas, o São Paulo venceu várias partidas, mesmo atuando com seis jogadores centralizados (três no meio-campo e três no ataque), sem ter um único jogador pelos lados para atacar e para ajudar os laterais na marcação. O Palmeiras, sabendo disso, anulou todos os ataques do São Paulo e venceu por uma jogada pelo lado.
LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Autor: Folha




















