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Seleção brasileira não é a favorita na Copa, diz Vini Jr. – 25/03/2026 – Esporte

Tendo encerrado as Eliminatórias Sul-Americanas na quinta posição na tabela de classificação —a pior desde a adoção do formato atual—, com oito vitórias, quatro empates e seis derrotas, a seleção brasileira não chega como uma das favoritas para a disputa da Copa do Mundo.

Essa é a avaliação do atacante Vinicius Junior, principal nome da equipe e em grade fase atualmente no Real Madrid.

“Acredito que não é a favorita pelos resultados que tivemos na Eliminatória, mas o peso da camisa, dos jogadores que temos aqui, muitos que atuam nas melhores equipes do mundo, onde todos têm o seu protagonismo. Só faltava encaixar, e depois que o [Carlo] Ancelotti chegou, claro que temos uma ideia melhor de jogo”, afirmou o jogador durante entrevista na manhã desta quarta-feira (25) nos EUA, onde a equipe se prepara para os amistosos contra a França, na quinta-feira (26), em Boston, e contra a Croácia, no dia 31, em Orlando.

“Ele tira muito da responsabilidade de nós jogadores e isso é muito importante. Um treinador que entende o time que tem, que entende a forma que o time tem que jogar. Não é porque temos tantos atacantes que o time não vai defender ou vai atacar melhor. Temos que ter uma ideia de jogo, trabalhar bem com os jogadores que a gente tem, e fazer de tudo para colocar o Brasil no topo. A gente não quer o favoritismo, queremos chegar na Copa do Mundo como estamos chegando para esses amistosos, com muita tranquilidade, paciência, mas focados em tudo aquilo que a gente quer”, acrescentou o atacante carioca de 25 anos.

Com 17 gols e 9 assistências em 43 partidas com a camisa do Real Madrid na temporada 2025/26, Vini Jr. disse também que espera conseguir repetir o bom desempenho que vem tendo com o clube espanhol com a seleção brasileira.

“Sempre tento estar na minha melhor fase, fazendo gols e dando assistências, porque assim fico mais tranquilo, mais feliz, e eu estando mais feliz, todo mundo do meu lado também está mais feliz e confiante. E espero que tudo que faço pelo Real Madrid eu possa vir a fazer aqui na seleção brasileira, que é o meu maior objetivo, onde eu sempre sonhei estar. Quero dar muito orgulho para o nosso país e muita alegria para toda nossa nação”, afirmou ele.

Vinicius Junior comentou também a respeito da cobrança de parte da opinião pública pela presença de Neymar na seleção brasileira. Ele disse ver com naturalidade as cobranças e rasgou elogios ao atacante do Santos.

“A cobrança pelo Ney é normal. Sou um pouco suspeito para falar porque o Ney é um dos meus ídolos, acompanhei toda sua carreira. É um dos meus amigos também, desejo sempre o melhor. Ele está fazendo de tudo para ficar 100% para nos ajudar, para voltar para a seleção. É o maior artilheiro da maior seleção do mundo, onde ele fez grandes jogos, sempre teve bons momentos aqui”, disse o jogador.

“A decisão cabe ao treinador, mas nós jogadores sempre queremos jogar com os melhores, e o Ney é um dos melhores pra gente”, emendou.

Carlo Ancelotti, que atendeu os jornalistas antes da entrevista de Vini Jr., também já havia sido questionado a respeito da pressão pela convocação de Neymar.

“Eu observo tudo, escuto tudo, e depois tenho o papel de tomar as decisões. É normal que no futebol cada um possa opinar, porque não há uma unanimidade, não há uma ciência clara. No futebol podem opinar sobre muitas coisas, se joga bem, se não joga bem, se um jogador é bom, se não é. Cada um tem sua opinião e tenho que respeitar a opinião de todos”, afirmou o treinador italiano, que ainda não chamou Neymar para a seleção desde que assumiu o comando do time, em maio de 2025.

Ancelotti tem reiterado ao longo dos últimos meses que o atacante do Santos precisa aprimorar sua forma física para que possa receber uma oportunidade de estar junto com o grupo.

O técnico disse ainda que o duelo contra a França será um “teste muito importante” contra uma das grandes seleções do momento, vice-campeã no Qatar-2022 e campeã na Rússia-2018.

“Nesses meses temos pensado em qual é o melhor modelo de jogo para a equipe, levando em conta as características dos jogadores. Pensamos que o modelo que queremos implementar é com quatro jogadores no ataque e amanhã será a mesma coisa”, afirmou o italiano.

“Queremos jogar uma boa partida, controlando o jogo e obviamente tentando fazer bem as duas coisas: defender bem, que é muito importante, com uma equipe que tem que ter muito equilíbrio, e jogar bem com a bola. Mostrar a qualidade que sobretudo os quatro na frente têm.”

Autor: Folha

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