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Estudo diz que concussão pode afetar atenção de jogadoras – 23/01/2026 – Esporte

Jogadoras de futebol profissional que sofreram três ou mais concussões podem apresentar redução na capacidade de atenção, de acordo com um estudo liderado pelo Fifpro (sindicato global de jogadores) divulgado na quinta-feira (22).

A pesquisa, parte do contínuo “Drake Football Study”, com duração de dez anos, avaliou a função neurocognitiva de 68 jogadoras.

As jogadoras que relataram pelo menos três concussões tiveram um desempenho “significativamente pior” em tarefas que exigem atenção do que aquelas com menos ou nenhuma concussão anterior, disseram os pesquisadores. No futebol, essas habilidades estão ligadas ao acompanhamento da bola e das adversárias, à manutenção da consciência posicional e à reação rápida em situações de jogo.

Cerca de 43% das jogadoras entrevistadas sofreram pelo menos uma concussão, sendo a incidência maior entre as defensoras, com 50% delas apresentando uma ou mais concussões.

“De modo geral, o estudo sugere que as jogadoras de futebol não apresentam problemas cognitivos generalizados durante suas carreiras, mas concussões repetidas podem ter um impacto significativo na atenção”, afirmou Vincent Gouttebarge, diretor médico do Fifpro.

Ele acrescentou que são necessárias mais pesquisas para determinar se novas recomendações de saúde devem ser implementadas.

As jogadoras tiveram desempenho dentro da faixa normal para a população geral em 11 dos 12 domínios cognitivos, apresentando desempenho acima da média na velocidade motora —quão rapidamente o cérebro pode enviar sinais para o corpo—, o que os pesquisadores atribuíram às demandas neuromusculares do futebol de elite.

Nenhum comprometimento cognitivo generalizado foi identificado durante a carreira das jogadoras.

Os resultados refletem os de uma análise paralela realizada com jogadores profissionais do sexo masculino e publicada em 2024, que também constatou que concussões repetidas estavam associadas a reduções na atenção simples e complexa, mas não em outras áreas da função cognitiva, afirmou Gouttebarge.

“O futebol feminino tem sido historicamente sub-representado em pesquisas sobre concussões no esporte, o que significa que este estudo contribui com evidências valiosas e específicas para o público feminino”, acrescentou Gouttebarge.

Apesar da ausência de déficits generalizados, ele disse que os resultados reforçam a necessidade de protocolos rigorosos de gerenciamento de concussões e retorno ao jogo, especialmente em casos de lesões repetidas na cabeça.

O ” Drake Football Study” foi lançado em 2019 em coordenação com a Fifpro e acompanha a saúde física e mental de 170 jogadores de futebol, homens e mulheres, de todo o mundo, durante e após suas carreiras.

Autor: Folha

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