A modelo, empresária e influenciadora Martha Graeff enviou nesta sexta-feira (27) sua primeira manifestação direta à imprensa desde que vazaram conversas íntimas dela com o ex-noivo, o banqueiro Daniel Vorcaro (veja íntegra abaixo). Martha afirmou inocência e desconhecimento dos negócios supostamente ilícitos de Vorcaro.
Esta é a segunda manifestação da modelo, que, em nota enviada à imprensa no dia 10 de março, negou, por meio de seu advogado, envolvimento nas atividades profissionais ou financeiras de Vorcaro. Ela ainda disse que processará quem participou do vazamento de mensagens relacionadas a ela, mas até o momento não há notícia de processo concretizado.
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Na nota desta sexta, ela volta a se queixar do vazamento de suas conversas íntimas após a quebra de sigilo na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga o escândalo do INSS. O decano do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes criticou o vazamento, chamando o caso de “barbárie” e dizendo que as notícias dos detalhes da intimidade do casal foram conhecidos “para festejo geral”.
Martha Graeff mora oficialmente nos EUA, mas foi convocada para comparecer ao Congresso Nacional em duas comissões. Não se sabe onde ela está neste momento e sua mensagem não dá nenhuma pista sobre sua localização.
Confira na íntegra a nota:
“Aos meus familiares, amigos, parceiros de trabalho e voluntariado, às pessoas que me acompanham no dia a dia e a todos os cidadãos de bem interessados em entender o que está acontecendo em nosso país — e não apenas em julgar e punir injustamente — esclareço informações inverídicas e caluniosas que circulam a meu respeito.
Em primeiro lugar, sobre tudo que veio à tona nas últimas semanas: Não, EU NÃO SABIA. Soube exatamente como a maioria dos brasileiros: pela imprensa. E, não, eu não desconfiava, assim como também não sabiam e não desconfiavam os órgãos reguladores e autoridades, parceiros de negócio, clientes e tantos outros. Não havia contra ele qualquer investigação conhecida, sequer acusações. Além disso, ele atuava em uma área fiscalizada, regulada, eu simplesmente não tinha qualquer razão para não acreditar.
As últimas semanas têm sido as piores da minha vida — e não atinge só a mim, mas também à minha filha, uma menina de 6 anos, e a meus familiares. Minha vida privada foi invadida, conversas íntimas, que nada têm a ver com as investigações em curso, vazaram e foram expostas de maneira criminosa — e conveniente. Fui linchada, cancelada e vulgarizada. A quem interessa tudo isso?
Eu me apaixonei por um homem que era especial não apenas comigo, mas também com a minha família e com os meus amigos. Um pai e um empresário bem-sucedido, respeitado por pessoas respeitáveis, não apenas no Brasil, mas no exterior. Nosso relacionamento de cerca de 1 ano e oito meses sempre foi a distância, eu morando nos Estados Unidos, ele no Brasil. Por isso, falávamos muito por mensagens.
Sobre as acusações de ter sido beneficiada pela transferência de bens para o meu nome, também não são verdadeiras. Nunca me envolvi em negócios do meu ex-namorado, nem sabia de detalhes de sua atuação. Não faço parte de nenhum trust, nem recebi imóveis, carros ou barco, como estão dizendo irresponsavelmente. Trabalho desde os meus 14 anos, portanto, há 26 anos, dos quais, moro fora do Brasil há mais de 20 anos. Todo meu patrimônio foi construído por mim e está devidamente declarado.
Me sinto quebrada por dentro e por fora, mas não escrevo essa manifestação como vítima. Estou aqui como mulher, como mãe e como profissional, tentando superar essa imensa dor. E com o mesmo esforço, foco e determinação que sempre tive até aqui, pretendo passar por esse momento de cabeça erguida.
Martha Graeff, em 27 de março de 2026”
Autor: Gazeta do Povo




















