A Fifa (Federação Internacional de Futebol) lança neste domingo (25) em cerimônia no Rio de Janeiro a marca oficial da Copa do Mundo de Futebol Feminino, que será disputada em 2027 em oito cidades brasileiras.
Nesta sexta (23), o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou medida provisória que garante à Fifa proteção de direitos sobre marcas e símbolos relacionados ao mundial, o primeira entre seleções femininas na América do Sul
A escolha do Brasil para sediar a Copa foi anunciada em maio de 2024 em Bancoc, na Tailândia. A candidatura brasileira superou a proposta conjunta apresentada por Bélgica, Alemanha e Holanda.
A cerimônia de lançamento da marca, neste domingo, ter´a presença de autoridades, atletas e do presidente da Fifa, Gianni Infantino —que é esperado também no Maracanã, onde Flamengo e Fluminense disputarão uma partida pelo Campeonato Carioca.
A competição de 2027 terá 32 seleções, que jogarão em oito sedes: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Recife e Fortaleza. O torneio será realizado entre os dias 24 de junho e 25 de julho.
“A Copa é uma oportunidade ímpar para o fortalecimento da visibilidade do futebol feminino globalmente e para o desenvolvimento do esporte no país”, afirmou, em nota divulgada nesta sexta, o ministro do Esporte, André Fufuca.
“Estamos prontos para realizar a melhor Copa Feminina da história e garantir um legado social para todas as meninas e mulheres do Brasil”, completou.
A MP publicada nesta sexta estabelece que a Fifa é titular dos direitos de exploração comercial do evento, incluindo logos, mascotes, troféus e direitos de transmissão.
Prevê sanções a quem usar indevidamente os símbolos oficiais, realizar exibições públicas não autorizadas ou comercializar ingressos de forma irregular. Entre elas, estão indenização por danos, ressarcimento de lucros cessantes e devolução de ganhos obtidos irregularmente.
É parte de uma série de regulamentações que o governo se comprometeu a apoiar para atrair o evento, como ocorreu em outras grandes competições sediadas pelo país, como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.
Um grupo de trabalho formado em 2025 definiu oito macrotemas para analisar:
- vistos, imigração e entrada no país;
- permissões de trabalho e legislação trabalhista;
- regime fiscal e cambial;
- segurança e proteção;
- proteção e exploração dos direitos de competição;
- tecnologia da informação e telecomunicações;
- questões jurídicas, indenizações e leis especiais;
- transporte
Entre as leis especiais, o governo analisa a autorização para a cobrança de ingressos com preços dinâmicos, hoje não permitida no país. Nesse modelo, os preços variam de acordo com a demanda, como ocorre com os carros de aplicativo.
Os ingressos com preço dinâmico foram usados pela Fifa na Copa do Mundo de Clubes, nos Estados Unidos, e são hoje usados na venda de ingressos para a Copa do Mundo de Futebol Masculino, que será realizada este ano nos Estados Unidos, no Canadá e no México.
Esse modelo deve ser incluído em um projeto de lei com regras temporárias para a competição, segundo apurou a Folha.
Autor: Folha







