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Houthis do Iêmen lançam mísseis contra Israel e ampliam tensão

Os rebeldes houthis do Iêmen, aliados do Irã, reivindicaram neste sábado (28) o lançamento de mísseis balísticos contra Israel, marcando seu primeiro ataque direto desde o início do atual conflito no Oriente Médio e elevando o risco de ampliação da guerra na região.

Em comunicado oficial, o grupo afirmou ter disparado uma série de mísseis contra “alvos militares israelenses sensíveis”, incluindo a região de Bersebá, no sul de Israel. Segundo o porta-voz militar dos houthis Yahya Saree, a ofensiva representa uma resposta à escalada de ataques envolvendo o Irã, o Líbano, o Iraque e os territórios palestinos, além de um gesto de apoio às chamadas “frentes de resistência”.

Mais cedo, ainda neste sábado, as Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram ter interceptado um míssil lançado a partir do território iemenita. Apesar da interceptação, a ação reacende preocupações entre analistas sobre a possibilidade de o conflito ganhar novas frentes.

Os houthis também afirmaram que suas operações militares continuarão até o fim do que classificam como “agressão” contra seus aliados. O grupo ainda ameaçou retomar bloqueios e ataques a navios comerciais no Mar Vermelho, caso as ofensivas na região não sejam interrompidas.

A movimentação representa uma mudança de postura, após um período de relativa calma operacional dos rebeldes nos últimos meses. Na noite de sexta-feira (27), o grupo já havia sinalizado a possibilidade de envolvimento direto no conflito. Em pronunciamento televisionado, Yahya Saree declarou que as forças houthis estão com “as mãos no gatilho” e prontas para intervir caso haja ampliação da ofensiva contra o Irã.

Entre as condições citadas pelo porta-voz estão a formação de novas alianças com Estados Unidos e Israel contra Teerã e o uso do Mar Vermelho para operações militares contra o território iraniano ou outros países muçulmanos. O discurso também incluiu um apelo para que Washington e Tel Aviv evitem uma escalada do conflito, indicando que a resposta do grupo dependerá do desenrolar das ações militares na região.

VEJA TAMBÉM:

  • Quem são os houthis, os “rebeldes do Iêmen”?

Autor: Gazeta do Povo

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