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‘Jesus rejeita as orações de líderes que promovem guerras’, diz Papa Leão XIV – Conexão Política

Foto: WHoP

O papa Leão XIV disse neste domingo (29) que Jesus não ouve as preces de quem promove guerras. A declaração foi feita durante a missa de Domingo de Ramos na Praça São Pedro, no Vaticano, em um momento em que a guerra no Oriente Médio entra em seu segundo mês.

Durante a celebração, Leão 14 disse diversas vezes que Jesus é o “Rei da Paz” e avaliou que o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã é “atroz”. “Jesus é o Rei da Paz, que rejeita a guerra, a quem ninguém pode usar para justificar a guerra”, disse o papa. “Ele não ouve as orações daqueles que fazem guerra, mas as rejeita.”

“Este é o nosso Deus: Jesus, Rei da Paz, que rejeita a guerra, a quem ninguém pode usar para justificar a guerra”, disse Leão. “(Jesus) não ouve as orações daqueles que fazem guerras, mas as rejeita, dizendo: ‘Ainda que façais muitas orações, não ouvirei: as vossas mãos estão cheias de sangue’”, emendou, citando uma passagem bíblica.

“Jesus) não se armou, nem se defendeu, nem lutou qualquer guerra. Ele revelou o rosto gentil de Deus, que sempre rejeita a violência. Em vez de salvar a si mesmo, ele permitiu ser pregado na cruz.”

O conflito entre EUA, Israel e Irã completou um mês em 28 de março de 2026, com cerca de 37.000 vítimas registradas, sendo aproximadamente 73% no Irã. Cerca de 54.000 alvos civis foram atingidos, incluindo 241 unidades de saúde.

O tráfego pelo Estreito de Ormuz caiu 97%, impactando o abastecimento mundial de petróleo e elevando o preço do barril Brent de cerca de US$ 70 para aproximadamente US$ 110, com picos próximos a US$ 120.

A guerra começou em 28 de fevereiro, com ataques conjuntos de EUA e Israel contra o Irã. Desde então, os combates se espalharam pelo Oriente Médio, representando a maior interrupção já registrada no fornecimento global de energia.

Durante um apelo ao final da celebração, o papa lamentou que os cristãos no Oriente Médio “estão sofrendo as consequências de um conflito atroz” e podem não conseguir celebrar a Páscoa.

Em Jerusalém, em meio a restrições de aglomerações durante a guerra, a polícia impediu a realização da missa de Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro, na Cidade Velha.

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