
O Departamento de Estado americano solicitou uma investigação sobre o caso de Noelia Castillo, uma jovem espanhola de 25 anos que recebeu autorização na Espanha para morrer por eutanásia.
Fontes da pasta contaram ao jornal New York Post que o governo de Donald Trump instruiu a Embaixada americana em Madrid a coletar informações sobre como o caso foi gerenciado pelo Estado espanhol e as decisões que permitiram levar a cabo a prática de suicídio assistido.
Funcionários citados na publicação sob condição de anonimato expressaram preocupação por possíveis falhas no sistema de proteção de pessoas vulneráveis e questionaram a aplicação da lei de eutanásia em casos de sofrimento não terminal ou condições psiquiátricas.
Além disso, indicou que Noelia Castillo havia mostrado dúvidas sobre o procedimento, mas que esses sinais foram ignorados, gerando “inquietações sobre direitos humanos”.
Noelia Castillo morreu aos 25 anos depois de receber autorização para a eutanásia em Sant Pere de Ribes (Barcelona), após uma longa batalha judicial com familiares, que rejeitam o suicídio assistido.
A decisão da jovem foi tomada após viver por mais de quatro anos com paraplegia e dor crônica, causadas por episódios de violência extrema, um estupro coletivo que sofreu na época, seguido de uma tentativa de suicídio, que resultou em uma queda que a deixou com sequelas graves.
Seu caso recebeu aval da Comissão de Garantia e Avaliação da Catalunha, o comitê independente que analisa e avalia cada solicitação de morte assistida.
O presidente da Fundação Advogados Cristãos, José María Fernández, disse que manteve a esperança “até o último momento” de que a jovem pudesse mudar de opinião, algo que não ocorreu.
Em declarações a jornalistas, Fernández considerou que o caso era uma “fracasso do sistema”.
Tanto o juiz que deu luz verde à eutanásia como posteriormente o Tribunal Superior de Justiça da Catalunha concluiu que ao longo do processo judicial não foi constatada a “falta de capacidade” de Noelia de decidir sobre a questão.
Espanha critica “intromissão” dos EUA no caso Noelia Castillo
A ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, respondeu nesta quarta-feira (1º) à administração de Donald Trump que ela “deveria parar de alimentar a agenda ultra-internacional, intrometendo-se em tudo”.
Em uma mensagem publicada nas redes sociais, a ministra espanhola enfatizou que “nos EUA, milhares de pessoas morrem todos os anos sem plano de saúde, enquanto Trump apoia e realiza violações de direitos humanos entre Gaza e o Irã”.
Na mensagem, García refutou o pedido feito pelo governo Trump para investigar a morte de Noelia, enfatizando que ocorreu dentro da lei que rege o país.
Autor: Gazeta do Povo








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