
A privatização da Copasa, avaliada em R$ 10 bilhões, entrou na fase decisiva após a renovação do contrato com Belo Horizonte. O governo de Minas Gerais planeja concluir o leilão em até dois meses, atraindo gigantes do setor de saneamento interessados em assumir o controle da estatal.
Qual foi o passo decisivo para destravar a venda da Copasa?
O principal entrave era a renovação do contrato de prestação de serviços com Belo Horizonte, a capital do estado. No dia 25 de março, o acordo foi selado, garantindo uma outorga de R$ 1,8 bilhão para a prefeitura. Com essa segurança jurídica garantida, os grandes investidores agora podem precificar a empresa com clareza antes da publicação do edital, prevista para as próximas semanas.
Quais empresas aparecem como as principais interessadas no negócio?
A Aegea, maior operadora privada do país, e a Sabesp, agora sob gestão privada, são as favoritas. A Sabesp deve entrar na disputa acompanhada da Equatorial Energia, repetindo a parceria que deu certo em São Paulo. Outras gestoras como a Perfin também observam o ativo, enquanto grupos como a BRK Ambiental e a francesa Veolia correm por fora devido a questões estratégicas ou alto endividamento.
O que é o IPO reverso estudado por uma das candidatas?
A Aegea avalia usar a Copasa para entrar na Bolsa de Valores sem precisar fazer uma oferta inicial de ações (IPO) tradicional. Nesse modelo de ‘IPO reverso’, a Aegea seria fundida à Copasa, que já tem capital aberto. Isso permitiria que a empresa compradora se tornasse instantaneamente uma companhia listada na Bolsa, ganhando valor de mercado e novos caminhos para captar recursos.
Qual mecanismo técnico pode afastar os compradores do leilão?
Os investidores estão preocupados com o desenho das etapas de venda. Se o mercado topar pagar mais caro pelas ações na segunda fase do processo do que o investidor estratégico ofereceu na primeira, o governo mineiro pode tirar esse investidor da jogada. Para evitar esse risco, as empresas pedem uma cláusula de ‘right to match’, que dá ao comprador o direito de igualar o preço oferecido pelo mercado e garantir sua posição na empresa.
Para onde irá o dinheiro arrecadado com a privatização?
O governo mineiro confirmou que todos os recursos obtidos com a venda das ações da Copasa serão destinados ao pagamento da conta que o estado tem com o governo federal. O pagamento integra o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Além disso, a conclusão da venda cumpre uma promessa política do ex-governador Romeu Zema, que deixou o posto para focar na corrida presidencial.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
VEJA TAMBÉM:
- Companhia mineira vale R$ 10 bilhões e virou a maior briga do saneamento brasileiro
Autor: Gazeta do Povo








.gif)












