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Hits como ‘Viro, Vira, Virou’ criam interação com filhos – 01/04/2026 – Maternar

A música infantil ‘Viro, Vira, Virou’, do Grupo Triii, lançada há quase uma década, é a trend do momento, fazendo com que pais anônimos e famosos, como Neymar Virginia Fonseca, dancem com seus filhos. A brincadeira que vem conquistando adeptos de todas as idades mostra a importância da interação para o desenvolvimento infantil.

De acordo com especialistas, o ato de dançar e cantar traz benefícios para as crianças, como desenvolvimento psicomotor, consciência corporal e espacial, atenção e memória, socialização e afeto, imaginação e criatividade e musicalidade.

Para se ter ideia do alcance do hit, o Grupo Triii bateu a marca de 1 milhão de ouvintes mensais no Spotify. Antes da trend, segundo a fundadora do grupo, Marina Pittier, o número era de 250 mil ouvintes por mês. Além disso, o vídeo com a música no Youtube soma 13 milhões de visualizações, mas esse sucesso foi sendo conquistado ao longo de dez anos.

O grupo surgiu em 2008 e é formado por Marina Pittier (voz e percussão), Fê Stok (guitarra e voz) e Ed Encarnação (bateria, percussão e voz). Estêvão Marques, que era da formação original, é o compositor da versão ‘Viro, Vira, Virou’ lançada pelo Grupo Trii em 2014.

“O Estevão fez a versão a partir de uma cantiga tradicional da América Latina em espanhol e onde já existia a coreografia. Ele fez uma adaptação, mudou melodia, botou refrão, inclusive há outras versões em outros lugares do mundo”, explica Marina.

Ela afirma, que, em 2017, quando Estevão não integrava mais o grupo, foi feita uma versão para o álbum ‘Noite e Dia’. Essa, segundo ela, é a versão que viralizou.

A cantora destaca que a música já era uma das favoritas do público. “Mas está sendo ótimo ver as crianças brincando com os pais, entre elas e com os professores, enfim, todo mundo que está relacionado de alguma forma com o universo infantil. Desejamos que as crianças brinquem fora das telas também, que dancem, cantem nos espaços e que a brincadeira siga viva.”

Para a pediatra Ana Cláudia Tavares, pós-graduada em psiquiatria infantil e neurodesenvolvimento, é fundamental a troca das telas por outras atividades. “As crianças não estão sabendo fazer outra coisa a não ser olhar no celular.”

A médica conta que atende em seu consultório crianças de 8, 9 anos que dizem não ter nada para fazer além das telas. “Elas esqueceram como se brinca com os pais e os pais com os filhos. Muitas vezes os pais também ficam presos ao celular e a criança fica o dia inteiro na televisão, o que resulta em sedentarismo, obesidade e falta de coordenação motora.”

Uma das saídas para escapar desse ciclo é a prática de esportes e atividades coletivas. A dança e a música podem estreitar o vínculo da criança com o pai e a mãe. “Além de ser uma brincadeira ainda estimula a coordenação motora. A criança tem que ouvir a música, fazer os movimentos e socializar com a família. Tudo aquilo acontece naquele momento. Então a música é excelente para a criança.”

A médica pondera ainda que não é preciso dispor de muito tempo para isso. “Os pais falam que trabalham, mas estou falando sobre um tempo de qualidade no qual você utiliza a música e aquela interação para estimular o vínculo. Temos que voltar a brincar, sentar, dançar, estimular a coordenação, incentivar a criança a olhar nos olhos, a fazer os movimentos. Ela vai dançar com a mãe, elas ficam tão contentes quando fazem isso. Essa criança terá consciência corporal, pois vai decorar a coreografia, imitar o pai e a mãe e observar o que está acontecendo ao redor dela.”


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Autor: Folha

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