quinta-feira, abril 2, 2026
18.4 C
Pinhais

Copa do Mundo de 2026 terá quatro estreantes – 01/04/2026 – Esporte

Concluídos na terça-feira (31) os duelos de repescagem das Eliminatórias, a Copa do Mundo de 2026 tem seu desenho completo. Está definida a tabela com as 72 partidas da fase de grupos, que serão realizadas em sedes nos Estados Unidos, no México e no Canadá.

A 23ª edição da competição será a primeira com 48 seleções, um aumento considerável em relação ao modelo adotado de 1998 a 2022, com 32 aspirantes ao troféu. A mudança no formato vai permitir a presença de nações de diminuta tradição no futebol, com quatro estreantes.

Debutarão no Mundial dois representantes da Ásia, Jordânia e Uzbequistão, um da África, Cabo Verde, e um do Caribe, Curaçao. Haverá ainda equipes de mínima e distante experiência do torneio, caso dos dois últimos classificados.

Sobreviveram à repescagem mundial a República Democrática do Congo e o Iraque. O país africano nem tinha esse nome quando disputou sua única Copa, em 1974, como Zaire –e teve três derrotas, uma delas por 3 a 0 para o Brasil. O asiático só esteve no campeonato em 1986, sob direção do técnico brasileiro Evaristo de Macedo –também com três derrotas em três jogos.

“Será uma grande festa”, disse o presidente da Fifa (Federação Internacional de Futebol), Gianni Infantino, que foi responsável pela ampliação do certame para 48 seleções e já cogita uma nova versão com 64. “É mais do que uma competição esportiva. É um evento social que o mundo inteiro vai parar para admirar.”

No modelo escolhido, as vagas foram distribuídas desta maneira: Europa, 16; África, 9, Ásia, 8, América do Norte, América Central e Caribe, 6; América do Sul, 6; e Oceania, 1 –além das duas da repescagem mundial. E nem assim a Itália se classificou.

A tetracampeã ficou em segundo lugar em seu grupo nas Eliminatórias, liderado pela Noruega, e teve de disputar a repescagem europeia. Superou a Irlanda o Norte, mas sucumbiu no duelo decisivo, uma derrota nos pênaltis para a Bósnia.

Será o terceiro Mundial seguido sem a presença dos italianos, uma marca negativa que jamais havia sido atingida por nenhuma das nações que já levantaram a taça. “Peço desculpa”, disse o técnico Gennaro Gattuso, que, como jogador, foi titular na conquista do tetra, em 2006, na Alemanha.

Ele verá de casa a edição 2026, que ocorrerá de 11 de junho a 19 de julho e será decidida no MetLife Stadium, em East Rutherford, perto de Nova Jersey e de Nova York. Despontam como favoritas nas principais casas de aposta a Espanha, a França e a atual campeã Argentina.

Já o Brasil teve um ciclo acidentado, com destituição do presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ednaldo Rodrigues, substituído por Samir Xaud, e múltiplos treinadores. Após trabalhos ruis do interino Ramon Menezes, do quase interino Fernando Diniz e do breve Dorival Júnior, chegou o renomado italiano Carlo Ancelotti, que será o primeiro estrangeiro a dirigir a seleção brasileira em um Mundial.

O carisma e o vasto currículo do técnico de 66 anos ofereceram um aumento de confiança e alguns bons momentos em campo, mas a formação verde-amarela, com tantas mudanças nos últimos quatro anos, parece um time longe de pronto. Com Carletto, foram até aqui cinco vitórias, dois empates e três derrotas –a última delas um choque de realidade, 2 a 1 para a França, que teve um atleta expulso no início da etapa final e ainda assim marcou mais um gol.

“Estamos no caminho e estaremos preparados para a Copa”, afirmou Ancelotti após o revés na última quinta (26), algo que repetiu na terça (31), ao fim de uma atuação bem melhor no triunfo por 3 a 1 sobre a Croácia. “Como disse depois do jogo contra a França, estamos no caminho correto”, insistiu.

O prestígio do italiano tem lhe permitido evitar a convocação do atacante Neymar, 34, que há anos convive com problemas físicos e não foi levado ao time nacional nenhuma vez desde a contratação do atual treinador, em maio do ano passado. A lista final de 26 convocados será anunciada no dia 18 de maio, e, ao que tudo indica este momento, o camisa 10 do Brasil nas últimas três Copas não estará nela.

Já a situação do Irã é menos clara, embora as indicações mais recentes apontem para a presença da seleção do Oriente Médio no Mundial. O país está desde o fim de fevereiro sob ataque dos Estados Unidos, e sua equipe tem os três jogos da primeira fase marcados para cidades norte-americanas: dois em Inglewood (na região metropolitana de Los Angeles) e um Seattle.

O presidente da FFIRI (Federação de Futebol da República Islâmica o Irã), Mehdi Tah, chegou a anunciar um boicote, mas esclareceu que esse boicote seria “aos Estados Unidos, não à Copa”. Ele tentou negociar a mudança das partidas para o México, algo que foi rejeitado pela Fifa.

Donald Trump –laureado por Infantino em dezembro como o “Prêmio da Paz da Fifa”–, a seu estilo, deu declarações agressivas e contraditórias. “A seleção iraniana é bem-vinda para a Copa do Mundo, mas eu realmente não acredito que seja apropriado que eles estejam nela, por sua própria vida e segurança”, publicou o presidente dos Estados Unidos.

Infantino afirmou na última terça que “o Irã estará na Copa do Mundo”. Ele acompanhou em Antalya, na Turquia, a vitória por 5 a 0 da equipe iraniana em amistoso contra a Costa Rica, conversou com atletas e dirigentes e posou para fotos.

“Representar uma nação traz grande responsabilidade, e eu encorajei os jogadores a continuar inspirando seus torcedores e fazendo seu povo sonhar”, declarou o mandatário da Fifa. “O futebol traz união e esperança, mesmo nas situações mais desafiadoras.”

As situações são desafiadoras também em várias outras regiões do planeta, com conflitos em locais como Palestina e Ucrânia. As seleções palestina e ucraniana não se classificaram para o Mundial, mas certamente haverá nos estádios norte-americanos manifestações a respeito das guerras em andamento no mundo enquanto 48 times de futebol batalham pela Copa do Mundo.

Autor: Folha

Destaques da Semana

Temas

Siga-nos

Conheça Nosso Guia de Compras

spot_img

Artigos Relacionados

Categorias mais Procuradas