
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro disse em sua rede social X que as manifestações do governo dos EUA sobre o Brasil nesta quarta-feira (1º) mostram “preocupação” do país com o pleito eleitoral deste ano. Segundo Eduardo, o endosso do secretário de Estado Marco Rubio ao relatório do Comitê Judiciário da Câmara daquele país mostra que os EUA estão “atentos” à “perseguição e censura” no Brasil.
“Se este quadro não ficar mais democrático corre-se o risco do Brasil não ter sua eleição reconhecida pelo país farol da liberdade”, declarou Eduardo em sua conta na rede X.
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O Departamento de Estado dos EUA declarou nesta quarta que acompanha com “sérias preocupações” decisões judiciais e ações do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que, segundo o órgão, “restringem” a liberdade de expressão. De acordo com a nota da pasta, a Casa Branca monitora supostas ações do governo brasileiro para “suprimir” críticos e ordens judiciais que vão de encontro ao direito de usuários de se expressarem nas redes sociais – algumas de propriedade de empresas americanas.
Para Eduardo, o relatório “expõe as táticas” do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, com o apoio explícito do ministro ao governo Lula. “Isso nos EUA é algo muito sério, isso certamente não vai ficar assim. Parabéns, Moraes, você mais uma vez conseguiu colocar na lama o judiciário brasileiro”, disse.
Magnitsky de novo
Mais tarde, em entrevista ao SBT News, Eduardo declarou que as práticas do magistrado poderiam levar à aplicação da Lei Magnitsky novamente a Moraes e a mais um ministro do STF. Eduardo não menciona qual ministro seria, mas o relatório envolveria o nome do decano Gilmar Mendes, por sua atuação conjunta com Moraes na censura a big techs.
“O relatório cita que no Brasil, ao proibirem ou suspenderem contas e informações nas redes sociais de pessoas de direita, desequilibra um processo eleitoral. O relatório fala em censura. E censura é uma forma de desequílibro, porque a sociedade não terá acesso a informações”, disse o ex-deputado ao SBT.
Moraes foi sancionado pelos EUA com base na Lei Magnitsky em julho de 2025, seguindo normas do Departamento do Tesouro americano. As sanções foram posteriormente retiradas em dezembro do mesmo ano. A Lei Magnitsky é usada punir autoridades estrangeiras acusadas de violações de direitos humanos ou corrupção grave e congela bens do sancionado e também qualquer vínculo econômico dele com os EUA, impedindo, por exemplo, uso de cartão de crédito.
A Gazeta do Povo perguntou ao STF se o gabinete dos ministros se eles se manifestariam sobre as declarações, mas não teve retorno. O espaço segue aberto.
Autor: Gazeta do Povo








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