
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta terça-feira (7) à emissora Fox News que está atualmente em “negociações acaloradas” com o Irã, quatro horas antes do prazo que ele estabeleceu para os países chegarem a um acordo sobre a reabertura do Estreito de Ormuz.
Ao mesmo tempo, o primeiro-ministro do Paquistão, Shebbaz Sharif, disse que solicitou ao líder americano uma prorrogação de seu ultimato por mais duas semanas para permitir a continuidade dos esforços diplomáticos mediados por seu país.
“Para que a diplomacia continue seu curso, peço encarecidamente ao Presidente Trump que estenda o prazo por duas semanas”, instou Sharif em uma mensagem na plataforma X, na qual também solicitou ao Irã que abra o Estreito de Ormuz durante esse mesmo período como “um gesto de boa vontade”.
“Instamos também todas as partes em conflito a respeitarem o cessar-fogo em todos os territórios durante duas semanas, para que a diplomacia possa pôr fim definitivo à guerra, em prol da paz e da estabilidade a longo prazo na região”, acrescentou.
O primeiro-ministro paquistanês, cujo governo atua como mediador entre Washington e Teerã, afirmou que seu pedido surge em um momento em que “os esforços diplomáticos para alcançar uma solução pacífica para a guerra travada no Oriente Médio estão progredindo de forma constante, firme e decisiva, e podem levar a resultados substanciais em um futuro próximo”.
Uma fonte regional disse à CNN sob condição de anonimato que “boas notícias são esperadas de ambos os lados em breve” e que as discussões foram conduzidas diretamente pelo chefe do exército paquistanês. Segundo essa mesma pessoal, um acordo deve ser fechado ainda hoje.
A Casa Branca disse que Trump foi informado sobre a proposta de cessar-fogo e que “uma resposta será dada em breve”. Mais cedo, o republicano subiu o tom contra o Irã dizendo que uma “civilização inteira morrerá hoje à noite”, declaração que rendeu críticas de líderes internacionais, incluindo do papa.
Autor: Gazeta do Povo








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