
Do União Brasil para o PL. Do PL para o Republicanos. Do Republicanos para o PP. Foi esse o caminho percorrido pelo deputado federal paranaense Nelsinho Padovani em menos de um mês. Ele passou por quatro partidos entre 5 de março e 4 de abril, data do fechamento da janela partidária para as eleições de 2026.
Esse pula-pula foi motivado pelas movimentações das siglas na disputa para o governo do Paraná no pleito deste ano. Padovani, que integra a bancada ruralista na Câmara dos Deputados, seguiu o senador Sergio Moro, que deixou o União Brasil e rumou para o PL para ser candidato a governador. A pretensão do deputado, porém, não se encaixou no projeto de Moro e de Flávio Bolsonaro (PL).
Padovani confirmou à Gazeta do Povo que não pretende ser candidato à reeleição para deputado federal. O objetivo dele é compor uma chapa para o governo do estado na posição de vice. Sem espaço para isso no PL, buscou o Republicanos, que acabara de filiar o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Alexandre Curi, que ainda tenta viabilizar uma chapa para governador.
Como não haveria a possibilidade de uma chapa pura no Republicanos, Padovani foi abrigado no Progressistas do deputado federal Ricardo Barros, experiente articulador político no Paraná. Não há a garantia, porém, de que ele seria o candidato a vice, afinal o governador Ratinho Junior (PSD) ainda tenta acomodar vários nomes em um consenso para tentar a sucessão dele no Palácio do Iguaçu, sede do governo paranaense — além de Curi, estão no páreo Rafael Greca (MDB) e Guto Silva (PSD).
“Não serei candidato à reeleição para deputado federal e coloquei meu nome à disposição para chapa majoritária. Os partidos procuram os melhores nomes para compor as chapas”, falou Padovani, atribuindo essas movimentações finais a Ricardo Barros e ao deputado federal do Republicanos Pedro Lupion. “Eles que sugeriram essa mudança para o PP”, confirmou.
Nelsinho Padovani entrou para a política em 2008, quando se elegeu vereador em Cascavel, no oeste do Paraná, pelo então PDMB (hoje MDB). Ele cumpriu o mandato e saiu da vida pública. Em 2022, porém, voltou a disputar as eleições, sendo eleito deputado federal pelo PSB, que daria origem ao União Brasil. Ele recebeu 57.185 votos naquele pleito.
Autor: Gazeta do Povo








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