quinta-feira, abril 9, 2026
14.8 C
Pinhais

Incêndio atinge velódromo do Parque Olímpico no Rio – 08/04/2026 – Cotidiano

O Corpo de Bombeiros combateu ao longo desta quarta-feira (8) um incêndio no velódromo do Parque Olímpico, na avenida Embaixador Abelardo Bueno, na Barra da Tijuca, zona sudoeste da cidade.

Os bombeiros foram acionados por volta das 4h. Durante a manhã, equipes de dez quartéis trabalharam no combate às chamas, que chegaram a ser controladas, mas voltaram em pequenos focos no início da tarde. No auge da operação, 85 militares de 13 unidades atuaram com apoio de mais de 25 viaturas e uso de câmeras térmicas para monitorar o avanço do fogo.

Após cerca de 14 horas de trabalho, o incêndio entrou na fase de rescaldo, que foi encerrada na noite desta quarta. As equipes permanecem no local em observação. Não há registro de vítimas.

As causas do incêndio desta quarta ainda estão sendo apuradas.

O velódromo recebeu nos Jogos do Rio, em 2016, as modalidades de ciclismo de pista e paraciclismo de pista. Foi a obra esportiva com o maior atraso na entrega. O espaço foi repassado ao COI (Comitê Olímpico Internacional) no fim de junho, a menos de dois meses da abertura da Olimpíada.

O fogo atingiu a cobertura, feita de lona, e destruiu ao menos parte da estrutura. Segundo o Corpo de Bombeiros, as chamas ficaram concentradas nessa área, o que evitou a propagação para o interior da edificação.

A prefeitura, no entanto, informou que houve danos internos pontuais. Uma sala imersiva do Museu Olímpico, localizado no segundo andar da arena, foi parcialmente atingida. Uma das hipóteses é que o incêndio tenha começado nessa área e se alastrado para a cobertura.

“Somente uma pequena área do museu foi impactada e será reformada. O acervo não foi atingido, está completamente preservado. Além disso, todos os itens e equipamentos do museu têm seguro”, afirmou o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD).

A pista de ciclismo não foi afetada, segundo vistoria inicial de engenheiros. De acordo com o prefeito, o espaço precisará passar por limpeza antes da retomada das atividades. Uma perícia ainda será realizada para apontar as causas do incêndio.

O velódromo tem no primeiro andar equipamentos como a pista de ciclismo e aparelhos esportivos em que atletas e alunos treinam diferentes modalidades, como ginástica artística, esgrima e ciclismo.

Segundo a prefeitura, o espaço atende mensalmente a 4.280 pessoas a partir de 6 anos de idade, em modalidades como vôlei, basquete, ginástica, ciclismo, jiu-jitsu e handebol. Os frequentadores variam entre alunos de escolinhas, atletas de categorias de base das confederações e profissionais.

O pavimento superior do velódromo abriga o Museu Olímpico, inaugurado em agosto do ano passado. O espaço reúne objetos originais da Olimpíada e Paralimpíada de 2016, como bolas e uniformes, além de áreas interativas que simulam a prática de modalidades esportivas. Segundo a prefeitura, o local recebeu cerca de 20 mil visitantes desde a abertura, sendo 1.100 apenas em março. Não há prazo para reabertura.

Construído para os Jogos Rio 2016, o velódromo é administrado pela Prefeitura do Rio, via Secretaria Municipal de Esportes. Além de receber ciclistas, o local é hoje um centro de referência para o treinamento de levantamento de peso.

Em 2025, o velódromo recebeu o Campeonato Mundial de Paraciclismo de Pista. Cerca de 50 eventos foram sediados no local no ano passado, segundo a prefeitura.

Em 2017, o telhado do velódromo foi atingido duas vezes por incêndios, em julho e novembro.

A estrutura custou R$ 137,7 milhões, R$ 25 milhões a mais que o esperado pelo governo federal e pela Prefeitura do Rio.

Autor: Folha

Destaques da Semana

Temas

Siga-nos

Conheça Nosso Guia de Compras

spot_img

Artigos Relacionados

Categorias mais Procuradas