O primeiro dia do cessar-fogo anunciado por Estados Unidos e Irã na guerra no Oriente Médio expôs a fragilidade do acordo —que, em tese, prevê uma pausa de duas semanas nos ataques e a reabertura do estreito de Hormuz. Em meio à promessa de rodadas de negociações no Paquistão, Donald Trump e o regime de Teerã cantaram vitória.
Israel fez a maior ofensiva até aqui contra o Líbano, ignorando parte da trégua; o Irã disse ter sido atacado e viu países do golfo Pérsico o acusarem de lançar mísseis e drones. No estreito de Hormuz, falou-se em reaberturas e novos fechamentos.
As incertezas refletem o caos na retórica do conflito —evidenciado pelo próprio cessar-fogo, que representou um recuo de Trump depois de ele ter falado em “matar uma civilização”. A declaração se somou a outras ameaças de crimes de guerra e foi repudiada.
O episódio desta quinta-feira (9) do Café da Manhã analisa os impactos do discurso de Trump e discute a fragilidade do cessar-fogo. O escritor e colunista da Folha Sérgio Rodrigues trata da banalização que o republicano promove da linguagem. E a professora de relações internacionais da ESPM Natalia Fingermann explica as perspectivas para a situação no Oriente Médio.
O programa de áudio é publicado no Spotify, serviço de streaming parceiro da Folha na iniciativa e que é especializado em música, podcast e vídeo. É possível ouvir o episódio clicando acima. Para acessar no aplicativo, basta se cadastrar gratuitamente.
O Café da Manhã é publicado de segunda a sexta-feira, sempre no começo do dia. O episódio é apresentado pelos jornalistas Gabriela Mayer e Gustavo Simon, com produção de Gustavo Luiz, Jéssica Cruz e Laura Lewer. A edição de som é de Thomé Granemann.
Autor: Folha




















