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Lula diz que seu concorrente à reeleição será escolhido em “convenção fascista”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retomou os ataques à direita brasileira afirmando que seu concorrente à reeleição nas eleições deste ano será escolhido em uma “convenção fascista”, e que ele está pronto para disputar seu quarto mandato. A crítica foi feita em um evento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) nesta sexta (23) em Salvador.

Lula tentará a reeleição em uma disputa que deve ter o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato da direita por indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enquanto que o nome até então apresentado como presidenciável, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), de São Paulo, confirmou nesta semana que tentará a reeleição no estado.

“Se preparem porque nós queremos ser tetra e vamos disputar as eleições. Não sei com quem, vai ter um tal de março, ou abril, em que os fascistas vão fazer convenção, todo mundo vai escolher o candidato. O que posso dizer é o seguinte: venha quem vier”, disparou.

VEJA TAMBÉM:

  • Após evento em Embu das Artes (SP), Tarcísio de Freitas reafirmou sua pretensão em disputar segundo mandato como governador de São Paulo.

    Tarcísio reafirma sua candidatura à reeleição em SP: “não vai acontecer nada em abril”

O presidente petista ainda acusou a direita brasileira de disparar mentiras e fake news, e sinalizou que sua campanha agirá contra essa estratégia.

“Vamos mostrar que a mentira não vai prevalecer, e que quem usar o celular para contar mentira, fazer fake news, pode começar a guardar o celular”, afirmou.

No mesmo evento, Lula disparou contra a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela e acusou o presidente norte-americano, Donald Trump, de querer atuar como “dono” de uma “nova ONU” com seu Conselho da Paz.

“Em vez de corrigir a ONU, como a gente reivindica desde 2003, com a entrada de novos países — como México, Brasil e países africanos — o que está acontecendo é que o presidente Trump está fazendo uma proposta de criar uma nova ONU, da qual ele é o único dono”, disse.

Sobre a ação militar em Caracas, Lula disse estar “indignado” com a captura de Nicolás Maduro.

“Eu fico toda a noite indignado com o que aconteceu na Venezuela. Não consigo acreditar. O Maduro sabia que tinham 15 mil soldados americanos no Mar do Caribe, que todo dia tinha uma ameaça. Os caras entram à noite na Venezuela, vão ao quartel, onde morava Maduro, e o levam embora”, afirmou o presidente.

O líder chavista e sua esposa, Cilia Flores, estão presos nos Estados Unidos e respondem por crimes relacionados ao narcoterrorismo. “Como é possível a falta de respeito à integridade territorial de um país? Não existe isso na América do Sul”, acrescentou o presidente. (Com Agência EFE)

Autor: Gazeta do Povo

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