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Marquise do Ibirapuera é reaberta com área para esportes – 24/01/2026 – Cotidiano

A marquise do parque Ibirapuera reabriu neste sábado (24) com a presença do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). A área projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer estava fechada desde agosto de 2020, após sucessivas interdições parciais no ano anterior.

Só em 2024 a reforma se iniciou após o investimento de R$ 84 milhões da prefeitura no parque administrado pela concessionária Urbia.

“Aqui tem o dinheiro dos impostos dos paulistanos cuidando desse patrimônio. Nós gastávamos só de limpeza e segurança R$ 23 milhões por ano. Agora gastamos zero”, disse o prefeito em discurso.

A reforma incluiu a troca dos forros do teto, impermeabilização e novos pisos. Por se tratar de um espaço tombado, as intervenções passaram por órgãos de preservação do patrimônio, o que provocou atrasos e aditivos ao longo da obra.

Nunes também elogiou o novo modelo de uso do local. “Nós trazemos uma nova modalidade de uso compartilhado. Em 27 mil metros quadrados tem espaço para todo mundo”, afirmou.

O espaço foi dividido por fitas coladas ao chão, sem grades, delimitando áreas para skate, patins e BMX e um setor infantil, destinado a crianças com bicicletas de até aro 16. Na manhã da reabertura, as demarcações nem sempre eram respeitadas. Os trechos tinham apenas uma placa no chão indicando o uso previsto, e frequentadores relataram não estarem sabendo tanto da reinauguração quanto as novas limitações.

O marceneiro Ricardo Tadeu da Cruz, 52, que andava de skate no local, disse que tinha receio da demarcação, mas hoje ficou mais tranquilo. “Essa área aqui é boa porque dá bastante velocidade. A gente ficou com medo de virar espaço para feira ou eventos de fim de semana”, afirmou. Para ele, o excesso de regras pode descaracterizar o uso tradicional. “Se tiver muita limitação, não é a essência do esporte. Hoje está liberado e a gente está curtindo, mas vamos ver se não vai ficar muito aglomerado.”

Ele também destacou a importância da área reservada às crianças. “Mesmo sendo um espaço menor, dá para controlar e incentivar. Tem horário só para criança, isso incentiva demais”, disse, ao contar que tenta estimular o filho a praticar skate.

A biomédica Ketlyn Cristina, 29, acompanhava sua afiliada de 10 anos que andava de patins na área infantil. Moradora da região, afirmou que não sabia da reabertura. “Foi uma surpresa”, disse. Para ela, a divisão aumenta a segurança. “Adulto andando pode derrubar e machucar. Assim fica bem mais seguro para as crianças.” Ela também avaliou positivamente o resultado da obra. “Ficou muito bem feito. Valeu a pena demorar.”

Também estiveram presentes na cerimônia o deputado estadual André do Prado (PL), o secretário municipal da Cultura, Totó Parente, os vereadores Amanda Vettorazzo (PL), Marina Bragante (Rede), Nabil Bonduki (PT) e Renata Falzoni (PSB), além do presidente da Urbia, Roberto Capobianco.

“Nós democratizamos a marquise”, disse o secretário do Verde e do Meio Ambiente, Rodrigo Kenji de Souza Ashiuchi, em referência à revogação do decreto de 2003 que proibia a prática esportiva no local. A coluna da Mônica Bergamo mostrou em novembro que a gestão queria continuar a politica, segundo minuta assinada pelo próprio secretario. Só após pressão popular, a gestão recuou.

Segundo a Urbia, a reabertura da marquise cria um custo adicional de cerca de R$ 3,5 milhões por ano. Parte do espaço poderá ser usada para exposições culturais, mediante análise da concessionária e das autoridades. Duas áreas no entorno seguem fechadas: o MAM, que passa por reforma sem prazo definido para conclusão, e um espaço previsto para restaurante, cuja nova planta ainda está em discussão.

Autor: Folha

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