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Kassab diz que eleitorado de Flávio é mais volátil que o de Lula e aposta em Caiado para disputar votos da direita – Conexão Política

Foto: Antônio Cruz/ABr

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que, no atual momento eleitoral, é mais fácil retirar votos do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do que do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A declaração foi feita durante o evento Latam Week, realizado no Rio de Janeiro. Para Kassab, o eleitorado conservador é mais volátil do que o progressista, concentrado na candidatura petista.

“Até ontem teve uma pesquisa que mostrou que os votos do Lula são fluídos. Ele pode perder 30% da sua votação, e o Flávio, 60%. Ronaldo Caiado tem mais facilidade de tirar voto do Flávio do que o Eduardo Leite. Isso pesou bastante na decisão”, afirmou Kassab em entrevista à CNN Brasil.

A declaração explica a escolha do PSD pelo ex-governador de Goiás como pré-candidato ao Planalto, anunciada em 30 de março, após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Junior.

Por que Caiado, e não Leite

“É mais fácil tirar voto do Flávio do que do Lula. O eleitor que está com o Flávio, em muitos casos, está lá por rejeição ao outro lado. O Caiado tem o perfil para o eleitor sair do Flávio e ir para o Caiado”, disse Kassab.

Meta de 15% e poder de negociação

O dirigente também apontou que Caiado apresenta postura “bastante moderada”, o que ampliaria suas chances eleitorais no campo da centro-direita.

Kassab estabeleceu como meta para a candidatura do PSD atingir 15% das intenções de voto. “Acho que é muito importante para o Brasil que tenha essa alternativa, nem que fosse para perder”, disse o presidente do partido.

Ele considera que há um prazo de três meses para Caiado alcançar 10% e avalia que esse patamar seria factível ao início de julho, quando ocorrem as convenções partidárias.

Alta rejeição

Kassab externou ainda que tanto Lula quanto Flávio possuem rejeições acima de 40%. “O voto do Lula não é consolidado. Dos 40% e poucos que ele tem, metade é fluido. Com o Flávio é a mesma coisa”, avaliou.

Kassab afirmou que, mesmo se Caiado não chegar ao segundo turno, 15% dos votos seriam suficientes para que o partido tivesse peso nas negociações de apoio.

“São 15% com os quais nós vamos chamar alguém e dizer: ‘nós vamos apoiar porque queremos isso e aquilo’”.

Caiado não decola nas pesquisas

A percepção de Kassab vai na contramão com os resultados das pesquisas até o momento. A candidatura do PSD não decolou nas sondagens. A Quaest de fevereiro apontou Caiado com apenas 4% das intenções de voto nos cenários estimulados.

Ratinho Junior, que desistiu da candidatura, chegou a registrar 8% antes de sair da disputa. A polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro permanece intacta nos levantamentos mais recentes.

Nos bastidores do PSD, a leitura é de que Kassab apostou em Caiado porque avalia que Flávio pode ser desgastado pelos adversários a ponto de fragilizar sua candidatura.

Caso isso ocorra, Caiado estaria posicionado para receber os votos da direita que ficassem sem candidato.

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