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Falta vacina de Covid nas unidades de saúde de São Paulo – 10/04/2026 – Equilíbrio e Saúde

O representante comercial Cláudio Freitas, 54, diz que terá que adiar uma viagem a trabalho para Brasília —marcada para a próxima terça-feira (14)— porque não conseguiu se vacinar contra a Covid. Nesta quinta-feira (9), ele esteve na AMA/UBS Integrada Jardim São Jorge, no Butantã, zona oeste de São Paulo, e foi orientado a retornar na próxima semana. Com hipertensão e diabetes, Cláudio tem medo de contrair Covid durante a viagem.

“Falaram que estava em falta e pediram para eu voltar na semana que vem para ver se a vacina chegou. Não souberam dar previsão der abastecimento. Como líder comunitário do Butantã, recebi reclamações de muitas pessoas que também não conseguiram tomar a vacina”, afirma Cláudio.

Do outro lado da capital paulista, em Cidade Tiradentes, na zona leste, a contadora Sônia Aparecida Xavier Teixeira, 44, que é conselheira de saúde da UBS Ferroviários, procurou pelo imunizante na última terça-feira (7), também sem sucesso.

Segundo a gerência da UBS em questão, as vacinas de Covid estão em falta nos Padi (Postos de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos), que recebem os imunizantes do Cadi (Centro Avançado de Distribuição de Imunobiológicos) e os distribuem para as UBSs.

O portal De Olho na Fila, da Secretaria Municipal da Saúde, sinaliza a disponibilidade de vacinas nas unidades —e a dimensão da fila, quando há. A reportagem consultou a situação da oferta da vacina em unidades de saúde de todas as regiões de São Paulo, nesta quinta e sexta-feira (10), e o portal mostra que faltam doses contra a Covid para crianças e adultos.

O PNI (Programa Nacional de Imunização) disponibiliza no SUS vacinas contra a Covid para crianças de 6 meses a 4 anos; pessoas a partir de 60 anos; imunossuprimidos (a partir de seis meses); doentes crônicos (a partir de 5 anos); e grávidas em qualquer momento da gestação.

No SUS (Sistema Único de Saúde), as vacinas são compradas pelo Ministério da Saúde e repassadas aos Estados, que então as distribuem aos municípios. A gestão de cada cidade responde pela organização e pelo controle dos estoques.

VACINAS SERÃO ENTREGUES NA PRÓXIMA SEMANA

O Ministério da Saúde negou desabastecimento de imunizantes contra a Covid e afirmou que, em 2026, enviou mais de 4,1 milhões de doses para todo o país, sendo 1,1 milhão de doses para o estado de São Paulo. O envio mais recente ocorreu em março, e na próxima semana serão entregues mais de 500 mil doses ao estado, acrescenta a pasta.

A Secretaria de Estado da Saúde confirma que deve receber uma nova remessa de imunizantes na próxima semana. Também diz que, entre janeiro e 19 de março, recebeu 251.340 doses da vacina pediátrica contra a Covid e 850.002 da versão para adultos. A pasta reitera que “o estado de São Paulo recebe as vacinas conforme definição do Ministério da Saúde, sendo o Programa Nacional de Imunizações (PNI) responsável por estabelecer o quantitativo e o cronograma de distribuição das doses aos estados.”

A Secretaria Municipal da Saúde, por sua vez, diz que “aguarda o reabastecimento das vacinas contra Covid-19, que são destinadas pelo Ministério da Saúde”.

VARIANTE BA.3.2

No momento em que falta vacina contra a Covid em São Paulo, a sublinhagem BA.3.2 da variante Ômicron da Covid se espalha por vários países. A cepa, contudo, ainda não foi identificada no Brasil.

Fernando Spilki, virologista da Universidade Fevalle e coordenador do Comitê Gestor da Rede Vírus do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, afirma que há evidências de que a última versão da vacina contra a Covid confira algum grau de proteção contra a BA.3.2. Ele e outros especialistas reforçam a importância de tomar a vacina para evitar quadros graves —idosos, crianças, imunossuprimidos e doentes crônicos não vacinados ou com o calendário incompleto.

Autor: Folha

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