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Ramagem pode ser deportado por visto vencido

O portal Metrópoles informou que teve acesso nesta segunda-feira (13) a um documento do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) que aponta que o ex-deputado federal Alexandre Ramagem está sujeito à deportação por permanecer no país após o vencimento do visto.

Ramagem foi deitdo na Flórida por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) devido a questões migratórias. De acordo com o documento citado, ele entrou nos Estados Unidos em 11 de setembro de 2025 com um visto do tipo B-2, destinado a turismo. Conforme o DHS, o prazo de permanência autorizado nos EUA expirou em 10 de março de 2026, e o ex-parlamentar continuou no país após essa data. “Fica determinado que você está sujeito à remoção [deportação] dos Estados Unidos, nos termos da Lei de Imigração e Nacionalidade”, diz trecho do documento obtido pelo Metrópoles.

Ramagem teve seu passaporte diplomático cancelado após a cassação de seu mandato pelo Congresso Nacional, em dezembro do ano passado.

A Polícia Federal (PF) afirma que a detenção do ex-parlamentar ocorreu no âmbito de cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos. Segundo apurou a equipe da Gazeta do Povo, a detenção de Ramagem pelo ICE nessa segunda ocorreu após meses de monitoramento conduzido por autoridades brasileiras em cooperação com os Estados Unidos, e foi desencadeada após uma abordagem por infração de trânsito, quando foram identificadas irregularidades na documentação do ex-parlamentar.

O caso ocorre em paralelo a um pedido formal de extradição de Ramagem feito pelo governo brasileiro no fim de 2025, que segue em análise pelas autoridades americanas.

Após a detenção de Ramagem, o jornalista Paulo Figueiredo afirmou que a situação dele é “meramente imigratória” e negou qualquer relação com o processo judicial que enfrenta no Brasil. Segundo Figueiredo, Ramagem possui um pedido de asilo político em andamento, o que, na avaliação dele, permitiria a permanência legal no país até a decisão final.

O jornalista também afirmou que não vê risco imediato de deportação do ex-parlamentar: “extradição e deportação não têm absolutamente nada a ver entre si”, disse, acrescentando que o pedido de extradição do Brasil segue um trâmite separado no Departamento de Estado dos EUA.

Autor: Gazeta do Povo

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